Cidade alemã proíbe cápsulas de café em repartições públicas

Decisão foi tomada por Hamburgo, 2ª maior cidade da Alemanha. Para departamento ambiental, cápsulas não são facilmente recicladas.

Fonte: g1.com.br/ Cidade alemã proibiu cápsulas de café em repartições públicas (Foto: Denis Balibouse/Reuters)
Fonte: g1.com.br/ Cidade alemã proibiu cápsulas de café em repartições públicas (Foto: Denis Balibouse/Reuters)

A cidade de Hamburgo, a segunda maior da Alemanha, proibiu a compra de cápsulas descartáveis de café por repartições públicas, em uma medida para reduzir a quantidade de lixo que polui o meio ambiente, segundo o jornal inglês “Independent”.

Jan Dube, porta-voz do departamento de Meio Ambiente e Energia de Hamburgo, destacou que tais cápsulas não são facilmente recicladas, porque são muitas vezes feitas a partir de uma mistura de plástico e alumínio.

“Nós aqui em Hamburgo pensamos que essas cápsulas não devem ser compradas com o dinheiro dos contribuintes”, disse Dube.

A medida faz parte de um documento de 150 páginas, que também proibiu a compra de garrafas plásticas de água, produtos de limpeza à base de cloro e pratos e talheres de plástico. Segundo o relatório, tais produtos geram resíduos desnecessários.

Fonte: g1.com.br

Produção de copo de plástico gasta mais água do que lavar copo de vidro

Parte da água é reutilizada, mas 500 ml são perdidos.
Para lavar copo na torneira se utiliza 400 ml; na máquina, 100 ml.

A atitude de optar por copos de plástico no lugar dos de vidro, que tem se tornado comum em bares e restaurantes de São Paulo, não constitui uma contribuição verdadeira para se contornar a crise hídrica, como mostrou o SPTV nesta quarta-feira (11).  Devido aos cortes no abastecimento, moradores também aderiram à prática.

Mas para se se fazer um copinho o plástico precisa ser derretido, colocado em uma forma e resfriado. Esse processo exige bastante água. A maior parte dela é reutilizada. Mas, pelo menos, meio litro vai embora.

A produção de copo descartável chega a consumir 500 ml de água, enquanto a lavagem feita na pia utiliza 400 ml, como estimou a Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFSP) Itapetininga. A lavagem na máquina é ainda mais econômica e gasta apenas 100 ml por copo, isto é, apenas 20% do que é gasto para se produzir um copinho plástico.

Os copos mais procurados do mercado tem capacidade para 200 ml de plástico e custa R$ 0,02. O de 300 ml, que custa R$ 0,04, tem o tamanho mais parecido com o copo utilizado em casa. O copo de plástico mais firme, o cristal, custa R$ 0,16 centavos cada.

Para quem está passando pela falta de água para lavar louça, a compra pode ser a solução do momento. A longo prazo, pode contribuir para prejudicar ainda mais o abastecimento.

O Bom Dia São Paulo já mostrou estabelecimentos na Vila Mariana, na Zona Sul, e na Vila Madalena, bairro boêmio da Zona Oeste, já adotaram os copos de plásticos. Alguns consumidores não se acostumam e chegam até a levar o próprio copo de vidro para o momento do brinde.

 

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/02/producao-de-copo-de-plastico-gasta-mais-agua-do-que-lavar-copo-de-vidro.html

ONU: Impacto ambiental dos plásticos é de pelo menos US$ 75 bi ao ano

Fonte: Instituto Carbono Brasil

lixo-plastico_siteApenas os prejuízos ao ecossistema marinho seriam US$ 13 bilhões anuais, um valor que provavelmente está subestimado, aponta um novo relatório das Nações Unidas

Quando se pensa na relação plásticos-meio ambiente, o primeiro problema que vem à mente é o descarte indevido, que resulta no entupimento de bueiros nas cidades e na poluição de rios, lagoas e oceanos. Mas os impactos do plástico na natureza começam bem antes, na extração de matérias-primas e no seu processo de produção.

É buscando destacar todos os impactos da cadeia dos plásticos que as Nações Unidas (ONU) divulgaram ontem (23) o relatório “Valuing Plastic”.

Segundo o documento, o custo financeiro dos prejuízos ambientais relacionados ao plástico ultrapassam os US$ 75 bilhões anuais, sendo que 30% desse valor vêm das emissões de gases do efeito estufa do setor e da poluição do ar causadas na fase de produção.

Mas, individualmente, é o ecossistema marinho que mais sofre com os plásticos. A poluição das águas, a morte de animais e o prejuízo para o turismo alcançam pelo menos os US$ 13 bilhões ao ano.

A estimativa é que existam bilhões de toneladas de plástico flutuando nos oceanos. Apenas a Grande Ilha de Lixo do Pacífico, nome dado a um aglomerado de plásticos comumente visto por embarcações no Pacífico Norte, possui um tamanho equivalente ao do território dos Estados Unidos.

Todo esse plástico acaba atrapalhando a navegação, sujando praias e matando animais, que ingerem o material por o confundirem com alimento.  Por exemplo, em março de 2013, uma baleia cachalote de dez metros de comprimento apareceu morta na costa sul da Espanha. Ela havia engolido 59 diferentes itens de plástico, totalizando 17 quilos.

“Plásticos possuem um papel crucial na vida moderna, mas os impactos ambientais de seu uso não podem ser ignorados”, afirmou Achim Steiner, Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Entre as companhias que utilizam plástico, as que causam mais impactos ao meio ambiente seriam as alimentícias, com 23% do total. Em seguida aparecem as de refrigerantes, com 12%.

Para piorar a imagem dessas empresas, apenas metade das 100 que foram consultadas pela ONU para a produção do relatório forneceram suas informações de forma completa.

“Alguns setores, como produtos eletrônicos e alimentos, levam mais a sério a transparência de informações. Já calçados e brinquedos, que também possuem uma grande intensidade de uso de plásticos, não foram tão abertas”, disse Andrew Russell, diretor do Plastic Disclosure Project. Assim, os valores citados no relatório estão provavelmente muito abaixo do que seria a realidade.

Recomendações

Apesar de ser um alerta, o relatório tenta mostrar para as empresas que lidar com o problema dos plásticos é também uma oportunidade. Por exemplo, de acordo com a ONU, a melhor gestão do plástico, com um maior cuidado com a origem da matéria-prima, eficiência na linha da produção e mais reciclagem, pode economizar às companhias pelo menos US$ 4 bilhões ao ano.

O relatório recomenda que as empresas:

– Acompanhem com mais cuidado a produção e a destinação de seus materiais plásticos e embalagens, com a produção de inventários e documentos de acesso público;

– Se comprometam a reduzir os impactos ambientais do plástico, com a adoção de metas práticas;

– Busquem a inovação de suas cadeias produtivas, para que o plástico seja produzido com menos energia e resíduos;

– Colaborem com governos no desenvolvimento de legislações que ajudem a reduzir o descarte indevido dos plásticos;

– Forneçam informações corretas para órgãos de controle, para que sejam conhecidos os impactos reais dos plásticos ao planeta;

– Invistam em novas tecnologias, como materiais biodegradáveis.

“O curso de ação fundamental é prevenir que os resíduos plásticos cheguem ao meio ambiente, o que pode ser conseguido se seguirmos o mantra: Reduzir, reutilizar e reciclar”, concluiu Steiner.