MIEMBROS DE GAIA VISITAN FILIPINAS PARA PROFUNDIZAR EN ESTRATEGIAS DE TRABAJO EN TORNO A PLÁSTICOS

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Foto de Zero Waste Europe

Tres miembros de GAIA de la región visitaron localidades dramáticamente afectadas por la polución por plásticos en Filipinas, en el marco de un encuentro que tuvo por objetivo alinear estrategias de trabajo en torno a la descontrolada producción de plásticos y los precarios sistemas de gestión para su recogida y tratamiento en el mundo, los que generan dramáticos niveles de contaminación particularmente en los mares.

Los participantes pertenecen a países con grandes superficies costeras y esperan volver a sus territorios con nuevas ideas y planes de acción para concretar en el marco de sus articulaciones nacionales. En la actividad en Filipinas participaron Mirko Moskat de la Coalición Argentina Anti Incineración, Patricia Blauth de la Alianza Residuo Zero Brasil y de Maud Biggs, de Fundación El Arbol, organización que es parte de la Alianza Basura Cero Chile y que desarrolla hace dos años un proyecto con comunidades de pescadores trabajando el problema de contaminación por redes de pesca.

Como señala la Alianza Residuo Cero de Brasil, pocos imaginamos que la cantidad visible de plásticos en los océanos representa en realidad apenas un 5% del plástico que termina en el mar: cerca de 8 millones de toneladas cada año. Esta contaminación afecta hoy a por lo menos 600 especies de organismos marinos y a través de la cadena alimentaria ya está llegando al ser humano. Y no olvidemos que el 90% de los plásticos provienen de combustibles fósiles, representando cerca del 8% del consumo mundial de petróleo. Así, la industria plástica podría ser responsable del 15% de las emisiones globales de carbono en 2050.

¿Qué opinaron los participantes?

Maud, de Chile: “me impresionó la vasta experiencia en cuanto al trabajo con recicladores de base, campañas comunicacionales ampliadas, y el nivel de las investigaciones sobre el plástico que se están desarrollando. Nuestra participación nos genera el desafío de sumar a una lucha contra los empaques de plástico, tema que no ha sido discutido en profundidad en nuestras propias redes, y a visibilizar el impacto de nuestros hábitos de consumo individual, en una realidad global donde se está afectando ecosistemas y personas.”

Mirko, de Argentina: “el encuentro nos sirve para conectarnos con otros países del sur global y unir esfuerzos para lograr buenas experiencias de Basura Cero en nuestros países y documentarlas. A la vez conocer de primera mano a quienes están trabajando sobre los impactos de los plásticos nos puede ayudar para darnos insumos y argumentos con el fin de continuar y expandir las iniciativas de reducción del uso de bolsas plásticas y empezar a desarrollar otras iniciativas de reducción.”

Patricia, de Brasil: “uno de los aspectos más positivos del encuentro fue el gran conocimiento de los participantes, que permitió tener discusiones profundas. El evento también levantó la necesidad de alinear visiones; establecer criterios para aclarar conceptos permitirá a la ARZB involucrar mejor a los municipios brasileros, estimulando prácticas de gestión local de residuos que sean ejemplares en todo el mundo”.

¡…Y OTROS ENCUENTROS! En el marco del largo viaje a Filipinas, los tres miembros de GAIA aprovecharon su escala para reunirse en Sao Paulo con representantes de la Alianza Residuo Cero de Brasil y compartir experiencias de organización y acciones.

 

Fonte: GAIA – Global Alliance for Incinerator Alternatives/ Global Anti-incinerator Alliance

Lixo tóxico produzido pelo homem foi encontrado 11 km abaixo do pacífico

De acordo com cientistas, até mesmo a mais profunda fossa oceânica da Terra está poluída.anfipodas-951x500

Foram encontradas, a 11 quilômetros da superfície do oceano Pacífico, produtos químicos tóxicos produzidos pelo homem. Essa descoberta foi feita por meio de análises de pequenos crustáceos que só podem ser encontrados nessas condições profundas. Os pesquisadores acreditam que os níveis elevados dos poluentes mostram que o lixo jogado no oceano pode, de fato, se acumular nas profundezas, conforme reportado pelo Mail Online.

O estudo completo, que vem sendo realizado desde 2014, ainda será publicado. Entretanto, os resultados parciais, divulgados pela revista Nature, revelam que os poluentes humanos já chegaram até as áreas mais remotas do planeta. Até mesmo a Fossa das Marianas, considerado o local mais profundo do oceano, não está livre da poluição. Nos pequenos animais que vivem ali, como os anfípodas (pequenos crustáceos), foram encontrados vestígios de produtos químicos tóxicos oriundos da produção de plásticos e extintores de incêndio, em suas cascas, quando comparados a outras criaturas costeiras.

Estudos anteriores que buscanfipodas_01avam poluentes apenas visitaram profundidades de até 2.000 metros. Mas, em 2014, uma expedição recolheu amostras de 7.000 a 10.000 metros. A Fossa das Marianas, localizada a oeste do Oceano Pacífico, e a leste das Ilhas Marianas, possui mais de 11 quilômetros de profundidade. O diretor James Cameron, eu uma expedição para a National Geographic, em 2012, foi o único que conseguiu atingir o seu fundo.

Em relação aos poluentes, os biólogos marinhos envolvidos no estudo encontraram vestígios de PCBs e PBDEs, dois grupos de produtos químicos que levam anos para se decompor e que são conhecidos por serem cancerígenos.

Mais preocupante que isso é que os níveis de PCBs relatados eram mais elevados entre as criaturas marinhas encontradas nas profundidades do que as presentes nos rios mais poluídos da China. Isso acontece porque tanto a Fossa de Mariana quando a de Kermadec – localizada ao largo da costa norte da Nova Zelândia – estão próximas de uma zona de correntes de água, chamados giros. Dessa forma, elas podem acumular plásticos e outros resíduos, criando grandes lixões oceânicos. De acordo com os pesquisadores, os altos níveis de poluições nesses locais mostram que, esse lixo, ao atingir um certo ponto, não pode mais afundar e assim, acaba se acumulando.

 

Fonte:Jornal Ciência

Estudo aponta que plástico é principal depredador dos oceanos

O plástico, em forma de garrafas, sacos ou tampas, é o principal depredador dos oceanos, denunciou nesta terça-feira a ONG Surfrider após um estudo de contaminação em cinco pontos da costa francesa e espanhola.rio-poluído

Com a ajuda de centenas de voluntários, a ONG realizou em 2015 em várias zonas da Grã-Bretanha e do País Basco um estudo dos resíduos que contaminam as praias, a costa e os fundos marinhos, no âmbito de um projeto de alcance europeu.

“Todos os dias oito milhões de toneladas de resíduos acabam no oceano. E 80% da poluição de nossos mares é de origem terrestre e consequência da atividade humana, com repercussões terríveis na biodiversidade e no conjunto de nosso meio ambiente”, afirma o presidente da Surfrider Foundation Europe, Gilles Asenjo, em um comunicado.

Segundo a ONG, o plástico constitui “mais de 80%” dos resíduos nos cinco lugares do estudo. É o caso da praia de Burumendi, em Mutriku (Espanha), onde 96,6% dos 5.866 resíduos recolhidos são de plástico ou de poliestireno.

Na praia de La Barre, em Anglet (França), a proporção é de 94,5% de um total de 10.884 resíduos.
O plástico e o poliestireno também estão presentes em abundância na praia de Porsmilin da localidade francesa de Locmaria-Plouzané (83,3%, 2.945 resíduos).

A proporção é muito menor na praia de Murguita de San Sebastián (Espanha), onde há 61% de plástico e de poliestireno, mas também 18% de vidro.

E na praia de Inpernupe, em Zumaia (Espanha), cerca de metade dos resíduos são vidro (47,9%) e 29,1% são plástico e poliestireno.

Além de plástico, os voluntários também encontraram nos cinco locais do estudo cordas e redes de pesca, guimbas de cigarro, recipientes de comida, tampas, garrafas de vidro e de plástico, sacos e fraldas. Em cada lugar, a Surfrider estabeleceu uma lista dos dez principais resíduos.

Fonte: AmbienteBrasil