França é 1º país a proibir supermercados de jogarem comida no lixo

A fome é um dos principais problemas da humanidade. Mas há muito tempo que o mito de ‘não há comida para todos’ foi quebrado. O que existe é uma má distribuição e a desigualdade de oportunidades e de acesso a uma alimentação digna.

Diante disso, o desperdício é um grande vilão. ONGs e ativistas lutam fortemente para mudar essa situação. E eles tiveram uma notícia positiva neste mês.

A França é o primeiro país a aprovar a lei que proíbe os supermercados de jogarem alimentos não vendidos no lixo. Em vez disso, os estabelecimentos são obrigados a doá-los a alguma ONG ou banco de alimentos. Os supermercadistas que não assinarem o contrato de doação vão ter de pagar uma multa de mais de 3 mil euros.

A lei foi aprovada por unanimidade no senado francês e diz que os estabelecimentos comerciais não poderão se desfazer de alimentos que se aproximam da data de validade.

A regra reforça uma forte campanha apoiada por cidadãos e ativistas franceses que se opõem ao desperdício de alimentos e lutam pelo combate à pobreza. O movimento, que foi iniciado por uma petição encaminhada pelo vereador Arash Derambarsh, teve um projeto de lei aprovado em dezembro, mas só foi validado neste mês.

Os ativistas esperam que, após a decisão da França, a comunidade da União Europeia aplique esta lei em todos os países. Ela foi bem recebida pelos bancos de alimentos, que vão começar a procurar voluntários, meios de transporte e locais de armazenamento para as comidas que serão doadas.

Os supermercados serão impedidos também de tornar as comidas impróprias para o consumo deliberadamente. É comum que isso aconteça em comércios que não querem oferecer os alimentos para pessoas com necessidade de doação.

Segundo o Guardian, nos últimos anos, o número de sem-tetos e desempregados no país aumentou drasticamente e a maioria dessas pessoas comparecia aos supermercados à noite, para se alimentar.

Fonte: Meio NorteBrasil Post

ALIANÇA RESÍDUO ZERO BRASIL REALIZA VISITA TÉCNICA AO CEAGESP

Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) do CEAGESP. Fonte: Revista Exame
Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) do CEAGESP. Fonte: Revista Exame

Neste mês de setembro Elisabeth Grimberg e Clauber Leite, copromotores da ARZB, estiveram no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) do CEAGESP na capital paulista para conhecer os planos de compostagem do maior entreposto de alimentos da América Latina.

Angelo Bolzan, Coordenador de Desenvolvimento Sustentável e Ubiratan Martins Ferraz, também da Coordenadoria de Sustentabilidade, receberam os representantes da ARZB. Após conhecer os objetivos e trabalhos da Aliança eles apresentaram que o ETSP e os demais 12 entrepostos do Estado estão estudando soluções para seus resíduos orgânicos no processo de armazenamento e transporte do campo à mesa.

Essas soluções levam em conta tanto a sustentabilidade ambiental como econômica, estando entre elas a biodigestão para a produção de adubo orgânico.

O ETSP possui uma área de 700 mil m² e produz em torno de 150 toneladas de resíduos ao dia. Nele são comercializados produtos vindo de 1.500 municípios de 22 estados brasileiros e também de 19 países. Os compradores são principalmente feirantes, supermercados, peixarias, restaurantes e sacolões.

Desde 2003 o Banco GEAGESP de Alimentos (BCA) coleta, seleciona e distribui alimentos oferecidos por produtores e comerciantes atacadistas (permissionários) para entidades sociais do Estado de São Paulo, estando presente na capital e nos entrepostos de Araçatuba, Araraquara, Bauru, Franca, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. Desde então são distribuídas aproximadamente 167 toneladas de alimentos por mês para mais de 160 instituições só na capital paulista.

A Aliança Resíduo Zero Brasil acompanhará as ações do CEAGESP em busca de soluções sustentáveis para os seus resíduos.