Dia Mundial Sem Sacola Plástica

Cerca de 290 milhões de tonelada de resíduos plásticos são produzidos ao redor do mundo anualmente

 

Hoje se comemora o 7º Dia Mundial Sem Sacolas Plástica, celebrado todo o dia 3 de julho desde 2009. Este dia é uma grande oportunidade coletiva para destacar as campanhas e iniciativas contra o uso de sacolas plásticas dcartelA3_dia_internacional_libre_bolsas_03.07.2014e uso único. Organizado pela GAIA e Resíduo Zero Europa, a iniciativa deste dia surgiu pela Fundació Prevenció de Residus i Consum, e é patrocinada por organizações e alianças internacionais. No mundo todo, a cada ano muitas pessoas e organizações se unem para difundir a importância de gerar consciência sobre o uso das sacolas plásticas, assim como a necessidade de impulsionar leis que permitam sua eliminação gradual e constante.

O plástico no mar

Calcula-se que são produzidos aproximadamente 290 milhões de toneladas de plásticos anualmente ao redor do mundo, e 30% dos produtos são usados uma única vez. Ainda, boa parte desses resíduos chega aos oceanos. Com isso, garrafas e sacolas plásticas hoje formam boa parte de uma ilha flutuante de plásticos visível nos oceanos do mundo.

O que acontece na América Latina

Várias cidades da nossa região têm tomado consciência sobre este crescente problema de contaminação. Na Argentina, Chile, Colômbia, Brasil e Peru existem iniciativas concretas dentro dos municípios, orientadas a eliminar o uso das sacolas plásticas no comércio e fomentar o uso de sacolas retornáveis/reutilizáveis. A campanha internacional busca modificar a lógica do descartável. “Uma drástica redução no uso de produtos e embalagens descartáveis deveriam ser um dos principais focos das políticas públicas que apontem tanto um manejo sustentável dos resíduos como a de um uso racional sobre os bens comuns”, expressam os organizadores da Ação.

Mais informações em www.plasticbagfreeday.org

Abaixo listamos algumas destas campanhas e iniciativas para você se inspirar e trabalhar o desapego a este vilão do meio ambiente que é o plástico:

Bye Bye Plastic Bags : Projeto idealizado por duas irmãs de Bali, que junto com a ajuda de seus colegas, conseguiram ser atendidas pelo governador de Bali que se comprometeu a livrar Bali das sacolas plásticas até 2018. O Aeroporto Internacional de Bali, um dos apoiadores, também planeja implantar a política de acabar com as sacolas plásticas até 2016. Para conhecer mais clique aqui.

Soberania dos Bebedouros: Após protestos dos estudantes, em 2012, as principais universidades dos EUA resolveram combater o uso de garrafas plásticas em seus campi: no início do ano letivo, os calouros são recebidos com garrafas térmicas e um mapa dos bebedouros disponíveis nas instituições. Veja a matéria clicando aqui.

Straw Wars (Guerra dos canudos): Em Londres para diminuir o consumo exagerado desses descartáveis de vida útil muito curta, a campanha Straw Wars (Guerra dos Canudos, em inglês), que surgiu no bairro do Soho, mobiliza o comércio de Londres para parar de oferecer canudinhos. Eles só serão entregues quando o cliente pedir. Veja a matéria clicando aqui.

Joanninha: Inaugurada em 2011, a loja Joanninha não vende brinquedos: só aluga! Dessa forma, as ex-publicitárias Piu e Anna querem incentivar a prática do consumo compartilhado entre as crianças, além do desapego. Para elas, mais importante do que o brinquedo, é o momento da brincadeira. Veja a matéria cliando aqui.

Polo da ARZB em Goiânia lança projeto Resíduo Zero

Sociedade Resíduo Zero, com apoio da Embaixada dos EUA, lança Projeto Residência Resíduo Zero com foco na compostagem doméstica.

Lançamento do Projeto Residência Resíduo Zero Goiânia juntamente com a equipe gestora, autoridades e convidados.
Lançamento do Projeto Residência Resíduo Zero Goiânia juntamente com a equipe gestora, autoridades e convidados.

Foi lançado no dia 1º de março de 2016 , em Goiás, o Projeto Residência Resíduo Zero, uma iniciativa da Sociedade Resíduo Zero Goiânia (Polo da ARZB), com o apoio da Embaixada dos EUA e Total Educação e Cultura.

Segundo o idealizador e coordenador da iniciativa, o Eng. Diógenes Aires de Melo, o Residência Resíduo Zero é um projeto que visa estimular as práticas resíduo zero em moradias familiares. Essas práticas envolvem a coleta seletiva, a logística reversa, a compostagem e a disposição final ambientalmente adequada de rejeitos que estão sendo aplicadas em uma experiência piloto em 100 casas na cidade de Goiânia.

A ideia é fazer compostagem com os alimentos descartados diariamente nas residências dos participantes do projeto, de maneira a produzir um adubo orgânico que possa ser usado pelas famílias para o cultivo de alimentos na própria em casa ou vendidos no mercado.

A idealização surgiu após o projeto ser premiado dentre 800 projetos mundiais, pelo Departamento de Estados dos EUA, a partir do Alumni Exchange Innovation Fund. É um projeto estratégico para o município, segundo a coordenação.

A ação estará integrada com o Programa Goiânia Coleta Seletiva. Foram quase 1.000 inscrições recebidas para as 100 vagas disponíveis no projeto, que pretende contribuir para a redução na produção de resíduos em Goiânia.

Para os resíduos orgânicos, a Sociedade Resíduo Zero forneceu, no dia 19 de março, um kit de compostagem, visando aplicar a técnica, que consiste em transformar este tipo de material em outros produtos, principalmente adubo, que poderá ser utilizado pela própria família ou disponibilizado para o cultivo de produtos orgânicos. Além disso, os selecionados participarão de workshops de práticas sustentáveis, oficinas de coleta de adubo e de plantio orgânico,assim como monitoramento ambiental, por meio de agentes ambientais que atuarão porta-a-porta.

A fase piloto do projeto lançando em março de 2016 tem conclusão prevista para junho do mesmo ano, com o intuito de estimular a prática e entender a viabilidade e os benefícios do tratamento descentralizado de resíduos orgânicos domiciliares por meio da vermicompostagem (com minhocas) doméstica.

A previsão é que se envolva entorno de 3.000 pessoas e mais de 30 instituições dos setores público, privado e organizações da sociedade civil, da imprensa e entidades ligadas à educação

Fonte: http://www.residenciaresiduozero.com.br/

 

 

 

 

Cidade japonesa pretende ser a primeira do mundo a ter lixo zero

A cidade já recicla ou composta 80% do lixo produzido. Mas, em quatro anos a prática deve ser universalizada.

São 34 divisões para a separação do lixo e todos são obrigados a respeitá-las. | Foto: Reprodução/YouTube
São 34 divisões para a separação do lixo e todos são obrigados a respeitá-las. | Foto: Reprodução/YouTube

 

O município de Kamikatsu, em Tokushima, Japão, já é referência mundial em reciclagem. No entanto, os objetivos da cidade para os próximos anos são ainda mais ambiciosos: chegar a produção zero de resíduos.

Para alcançar este alvo, o passo mais importante é a conscientização. Cada um dos 1.700 habitantes é totalmente responsável pelo lixo que produz. Isso significa cuidar da higienização, separação e entrega dos materiais nos pontos de coleta.

Reciclar não é uma tarefa simples em Kamikatsu. Diferente do que acontece em algumas cidades brasileiras que dispõem de serviços de coleta seletiva, os moradores do município japonês não contam com caminhões que fazem a retirada porta a porta. Eles mesmos precisam levar seus resíduos até os postos de recebimento.

Outro cuidado que demanda muito mais trabalho está na hora da separação dos materiais. Enquanto um padrão mundial consiste em dividir os resíduos em: papel, plástico, alumínio, vidro e orgânicos, no Japão o sistema é muito mais complexo e detalhado, são 34 divisões para a separação do lixo e todos são obrigados a respeitá-las.

Atualmente os índices de reciclagem em Kamikatsu já são bem altos. A cidade já recicla ou composta 80% do lixo produzido. Os 20% restantes são destinados a lixões. Mas, em apenas quatro anos essa deverá ser uma prática extinta.

A primeira mudança aplicada na cidade foi a diminuição no montante incinerado. Os processos de reaproveitamento e reciclagem de resíduos permitiu que o município queimasse menos materiais e cortasse os custos com o processo em um terço. O segundo passo para chegar ao lixo zero é trabalhar o consumo consciente. Para isso, nas centrais de coleta, os moradores podem também doar materiais usados ou trocá-los por objetos feitos a partir de resíduos reaproveitados, como ursinhos de pelúcia, bolsas, agasalhos, entre outros, disponibilizados gratuitamente, como incentivo ao reúso.

Pode parecer um esforço grande, mas os moradores locais garantem que ao implementar as práticas na rotina, ela se torna algo simples e natural. Em um vídeo produzido pelo canal Seeker Stories, no Youtube, Hatsue Katayama, explica como é a experiência para ele. “Se você começa a fazer [a separação dos resíduos], se torna natural. Agora, eu não penso sobre isso. Já é natural pra mim separar o lixo adequadamente.”

Fonte: CicloVivo

COP 21 – Confira a participação do Instituto Pólis e da ARZB

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Não geração de resíduos, alternativas à incineração e agroecologia foram alguns dos temas levados à Conferência

A 21ª Conferência das Partes das Nações reuniu ministros de 195 países para discutir um acordo que limitasse as emissões de carbono nos próximos anos. O Instituto Pólis, representando também a Aliança Resíduo Zero Brasil, esteve presente para levar contribuir nas construções de estratégias e ações globais voltados para resíduo zero.

A coordenadora de Resíduos Sólidos do Pólis e articuladora da ARZB, Elisabeth Grimberg, que esteve presente, comenta que o evento foi importante porque a sociedade civil internacional pressionou os governos para que se comprometessem com soluções e metas que garantam a estabilidade do clima no planeta.

Os representantes dos governos aprovaram o “Acordo de Paris”, primeiro marco global da luta contra o aquecimento global. O documento define que as nações serão obrigadas a estruturar estratégias para limitar o aumento médio da temperatura da Terra a 1,5ºC até 2100 e deverão revisar seus compromissos a cada 5 anos.

Países desenvolvidos como Estados Unidos e União Europeia deverão prover US$100 bilhões por ano para ajudar nos projetos de adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas de países em desenvolvimento.

O desafio agora é garantir a implementação de políticas, planos e tecnologias que efetivem este acordo, e a sociedade civil internacional terá um papel chave neste processo.

Uma Aliança de organizações discute os desafios do manejo de resíduos sólidos

Durante a COP-21, do dia 30 de novembro a 4 de dezembro, a Aliança Global para Alternativas à Incineração – GAIA organizou o Encontro Global. O evento contou com a presença de 80 organizações-membro, representando 5 continentes e 33 países. Além de discutir perspectivas, desafios e estratégias de ação, o evento também comemorou os 15 anos de atuação da rede GAIA.

Nos primeiros três dias de encontro foram debatidos como impedir a implantação de incineradores de resíduos sólidos urbanos, assim como a queima destes pelas indústrias de cimento, que impacta na saúde humana, no meio ambiente e no clima. Outro tema que foi alvo das discussões foi como avançar em políticas públicas de resíduo zero – não geração de resíduos, reutilização, reciclagem, compostagem e biodigestão.

Foram propostas estratégias para resíduo zero nas cidades e sua articulação com campanhas contra a utilização de plásticos e embalagens descartáveis. Os participantes debateram como promover maior integração entre membros da GAIA em nível continental e global para o enriquecimento da luta contra os incineradores e pela construção de alternativas voltadas para resíduo zero.

No quarto dia, 3 de dezembro, a GAIA realizou a Conferência “Resíduo Zero: Uma Solução-chave para um Futuro de Baixo Carbono”, realizada na École Normale Supérieur, Paris. Grimberg participou do painel “Sociedade civil: uma parte-chave para uma efetiva mudança de paradigma” apresentando um panorama da atuação da Aliança Resíduo Zero Brasil no seu primeiro ano de existência.

No dia 4 de dezembro, a GAIA promoveu a Conferência “Compostagem e Saúde do Solo, Resíduo Zero e Agroecologia: soluções para mudança climática” que tratou da intersecção do resíduo zero e agroecologia por ser uma área fértil para soluções de bases comunitárias para mudança climática, ambos para adaptação e mitigação, especialmente quando se fala em resíduos orgânicos. Outro tema tratado neste dia foi a questão da compostagem e captura de carbono pelo solo.

Durante o evento, foi elaborada a Declaração de GAIA em Paris sobre Resíduo Zero pela Justiça Climática, na qual a Aliança declara que as soluções reais através de ações para as mudanças climáticas está nas mãos da sociedade civil. Após 23 anos de negociações os governos não chegam a atingir ações significativas nas questões climáticas, afirma o documento. Ainda, a declaração faz menção à reconstrução do incinerador de Paris, o Ivry, e a GAIA se solidariza com aqueles que sofrem as consequências ambientais e na saúde humana, afirmando ser uma fonte de energia suja e um caminho de retrocesso.

Fonte: Instituto Pólis

Eventos na COP 21- Waste Sector Strategies for a Low Carbon Economy: Innovative Experiences in the Global South

Acontecerá amanhã, 5 de dezembro, em Paris, um evento organizado por GAIA (Global Alliance for Incinerator Alternatives), o Waste Sector Strategies for a Low Carbon Economy: Innovative Experiences in the Global South (Estratégias do Setor de Resíduo Zero para uma Economia de Baixo Carbono – Experiências Inovadoras no Sul Global) incluindo experiências da Colômbia, China, Índia e África do Sul.

Confira abaixo essas experiências:

waste sector strategies