França proíbe produtos descartáveis feitos de plástico

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A medida segue a política adotada também na proibição das sacolas plásticas, anunciada em julho deste ano.

A França anunciou mais uma medida radical para reduzir seus níveis de poluição. A nação proibiu a fabricação de itens descartáveis feitos de plásticos, como os copinhos, pratinhos e talheres muito usados em festas. De acordo com a norma, os fabricantes têm até 2020 para adequarem seus produtos a materiais de fontes biológicas e que podem ser compostados.

A medida segue a política adotada também na proibição das sacolas plásticas, anunciada em julho deste ano. O fim dos descartáveis de plástico foi elogiado por ambientalistas, mas, assim como aconteceu em São Paulo durante a novela dos sacos plásticos, os órgãos de direito do consumidor argumentam que a decisão prejudica os consumidores e viola regras europeias de livre circulação de mercadorias.

A proposta veio do Partido Verde europeu e foi aprovada pelos legisladores franceses, conforme noticiado pela imprensa local. O objetivo é reduzir a poluição causada pelos resíduos plásticos e também minimizar os gastos energéticos provenientes do setor.

Segundo a agência AP, o movimento de ecologistas pediu que proibição já fosse válida a partir do próximo ano, mas alguns entraves dentro do próprio governo estenderam o prazo para que os fabricantes se adequem às novas normas.

Para que os materiais cheguem as prateleiras, eles deverão ter origem biológicas e têm que ser, obrigatoriamente, passível de descarte em uma composteira doméstica.

Fonte: Redação CicloVivo

Logística Reversa, Remuneração para os catadores foram uns dos temas debatidos na Câmara de São Paulo

Painel “Perspectiva de Futuro“. Da esquerda para a direita: Jacques Demajorovic, Rodrigo Sabatini, Elisabeth Grimberg, Daniel Carvalho e Eduardo Ferreira
Painel “Perspectiva de Futuro“. Da esquerda para a direita: Jacques Demajorovic, Rodrigo Sabatini, Elisabeth Grimberg, Daniel Carvalho e Eduardo Ferreira

 

Organizado pela Brazil Tomorrow e pela Cicla Brasil e realizado pelo Instituto Lixo Zero, o Fórum Municipal Lixo Zero ocorreu no dia 23 de agosto, na Câmara Municipal de São Paulo, e trouxe a discussão de temas relacionados aos resíduos sólidos, a situação atual dos resíduos em São Paulo e no país, novos olhares em relação ao padrão de produção, iniciativas inovadoras, o poder do consumidor e perspectivas para o futuro.

Além disso, assuntos como a responsabilidade do setor privado sobre os resíduos gerados, a participação das cooperativas na coleta seletiva da cidade e o pagamento pelo serviço dos catadores também foram debatidos. Segundo os palestrantes, o setor privado resiste em assumir a responsabilidade sobre o material que produz, prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos através da Logística Reversa.

Nina Orlow, integrante da Aliança Resíduo Zero Brasil, moderou o painel “O Poder do Consumir”, onde as palestrantes contaram suas experiências nas mudanças de hábitos e costumes do dia-a-dia tentando driblar o sistema consumista não-circular, trabalhando com a iniciativa “do berço ao berço” (Cradle to Cradle termo usado no inglês) e reforçando o conceito de consumo consciente e responsável para não gerar resíduos, criando alternativas para o que já existe.

Elisabeth Grimberg, coordenadora da área de Resíduos Sólidos do Instituto Pólis, e Eduardo de Paula, representado o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, ambos integrantes da Aliança Resíduo Zero Brasil compuseram o painel “Perspectiva de Futuro“.

Elisabeth explicou que a escolha do termo “resíduo” para denominar a rede Aliança Resíduo Zero Brasil, baseou-se na Politica Nacional de Resíduos Sólidos que não usa o temo “lixo”. Pontuou também que um dos maiores desafios em São Paulo, e no Brasil como um todo, é a implementação da coleta seletiva em três tipos – orgânicos, recicláveis e rejeito. Somou-se à crítica de outra palestrante, Gina Rizpah, que a precedeu em outra mesa, quanto ao Acordo Setorial (aprovado em novembro de 2015) que não responsabiliza o setor privado efetivamente pelo custeio da coleta dos resíduos recicláveis e dos rejeitos, assim como pelo pagamento dos serviços prestados pelas cooperativas. Na sua visão, este Acordo refletiu os interesses apenas do setor empresarial e não da sociedade. Sobre alternativas para o tratamento da matéria orgânica em São Paulo (cerca de 6.000 toneladas por dia), Grimberg afirmou existirem estudos que indicam que quatro biodigestores poderiam processar, tratar e capturar o gás metano, trazendo benefícios em termos de geração de energia e/ou biogás.  Também sinalizou que esta é uma frente de trabalho que poderá integrar os catadores de forma remunerada.

Já Eduardo, enfatizou que ainda falta muito apoio para as cooperativas e também pagamento pelos serviços prestados, que são de alta qualidade. Destacou que há muita dificuldade em garantir os direitos trabalhistas. Por fim, apontou que os recursos utilizados para destinar resíduos sólidos para três aterros sanitários, como é o caso de São Paulo, poderão ser utilizados pela Prefeitura para fazer uma transição e utilizá-los para atender a PNRS. Fez um apelo para que as entidades que querem fortalecer os catadores e catadoras venham somar de fato com as cooperativas e associações.

ODS avançam para o atendimento do conceito Resíduo Zero

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No último dia 04 representantes da ARZB se reuniram com Maria do Carmo Rebouças e Inalda Beder do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que trabalham com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O objetivo do encontro era apresentar às representantes do PNUD o conceito Resíduo Zero para a adesão deste às agendas das suas ações. Não se pode falar de resíduos sem relacionar com os Objetivos pois isto impacta a saúde, mudança de cultura, na economia. A ideia é conhecer mais sobre o conceito, se apropriar disso, para implementá-lo nas conversas interinstitucionais, prefeituras e consórcios com os estados, e como levar para os âmbitos de participação social, como a sociedade se apropria deste tema na questão de reivindicação de direitos. E no o setor privado a meta seria ir além da responsabilidade socioambiental, para implantar uma mudança na cultura da empresa, e começar um diálogo como organismo internacional e colocar estas discussões em documentos e levar para dentro do Pacto Global, falar disso com o Estado no sentido de fiscalização e regulação.

Quando se pensa nos 17 ODS vemos uma gama muito grande de metas, e mesmo assim os resíduos estão envolvidos em muitas delas, pois é uma questão crucial pensar em como se retira a matéria prima, se transporta, se produz o que será consumido. A ARZB atua em várias frentes que vão ao encontro dos ODS.

MIEMBROS DE GAIA VISITAN FILIPINAS PARA PROFUNDIZAR EN ESTRATEGIAS DE TRABAJO EN TORNO A PLÁSTICOS

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Foto de Zero Waste Europe

Tres miembros de GAIA de la región visitaron localidades dramáticamente afectadas por la polución por plásticos en Filipinas, en el marco de un encuentro que tuvo por objetivo alinear estrategias de trabajo en torno a la descontrolada producción de plásticos y los precarios sistemas de gestión para su recogida y tratamiento en el mundo, los que generan dramáticos niveles de contaminación particularmente en los mares.

Los participantes pertenecen a países con grandes superficies costeras y esperan volver a sus territorios con nuevas ideas y planes de acción para concretar en el marco de sus articulaciones nacionales. En la actividad en Filipinas participaron Mirko Moskat de la Coalición Argentina Anti Incineración, Patricia Blauth de la Alianza Residuo Zero Brasil y de Maud Biggs, de Fundación El Arbol, organización que es parte de la Alianza Basura Cero Chile y que desarrolla hace dos años un proyecto con comunidades de pescadores trabajando el problema de contaminación por redes de pesca.

Como señala la Alianza Residuo Cero de Brasil, pocos imaginamos que la cantidad visible de plásticos en los océanos representa en realidad apenas un 5% del plástico que termina en el mar: cerca de 8 millones de toneladas cada año. Esta contaminación afecta hoy a por lo menos 600 especies de organismos marinos y a través de la cadena alimentaria ya está llegando al ser humano. Y no olvidemos que el 90% de los plásticos provienen de combustibles fósiles, representando cerca del 8% del consumo mundial de petróleo. Así, la industria plástica podría ser responsable del 15% de las emisiones globales de carbono en 2050.

¿Qué opinaron los participantes?

Maud, de Chile: “me impresionó la vasta experiencia en cuanto al trabajo con recicladores de base, campañas comunicacionales ampliadas, y el nivel de las investigaciones sobre el plástico que se están desarrollando. Nuestra participación nos genera el desafío de sumar a una lucha contra los empaques de plástico, tema que no ha sido discutido en profundidad en nuestras propias redes, y a visibilizar el impacto de nuestros hábitos de consumo individual, en una realidad global donde se está afectando ecosistemas y personas.”

Mirko, de Argentina: “el encuentro nos sirve para conectarnos con otros países del sur global y unir esfuerzos para lograr buenas experiencias de Basura Cero en nuestros países y documentarlas. A la vez conocer de primera mano a quienes están trabajando sobre los impactos de los plásticos nos puede ayudar para darnos insumos y argumentos con el fin de continuar y expandir las iniciativas de reducción del uso de bolsas plásticas y empezar a desarrollar otras iniciativas de reducción.”

Patricia, de Brasil: “uno de los aspectos más positivos del encuentro fue el gran conocimiento de los participantes, que permitió tener discusiones profundas. El evento también levantó la necesidad de alinear visiones; establecer criterios para aclarar conceptos permitirá a la ARZB involucrar mejor a los municipios brasileros, estimulando prácticas de gestión local de residuos que sean ejemplares en todo el mundo”.

¡…Y OTROS ENCUENTROS! En el marco del largo viaje a Filipinas, los tres miembros de GAIA aprovecharon su escala para reunirse en Sao Paulo con representantes de la Alianza Residuo Cero de Brasil y compartir experiencias de organización y acciones.

 

Fonte: GAIA – Global Alliance for Incinerator Alternatives/ Global Anti-incinerator Alliance

Residência Resíduo Zero teve mostra de resultado em junho

No mês de junho a Sociedade Resíduo Zero, polo da Aliança Resíduo Zero Brasil em Goiânia, realizou seu primeiro seminário Resíduo Zero sobre o Projeto Residência Resíduo Zero. O evento aconteceu no auditório da FIEG, que teve como abertura a apresentação da Orquestra Sinfonia do Cerrado, regida pelo maestro Levi Teixeira.

Neste dia, estiveram presentes palestrantes nacionais e internacionais, e da Embaixada dos EUA no Brasil, que IMG-20160616-WA0025apresentaram conteúdos relevantes à temática Resíduo Zero. Entre os presentes estavam Clauber Leite e Nina Orlow, co-promotores de ARZB.

O seminário teve como objetivo mostrar os resultados do Projeto Residência Resíduo Zero, que conseguiu atingir a meta geral de 50% de redução de resíduos, desde a compra até o destino final, dos recicláveis para a coleta seletiva de Goiânia e cooperativas de catadores, e a compostagem de orgânicos feita nas próprias residências.

O idealizador e coordenador da iniciativa, o Eng. Diógenes Aires de Melo, destacou que a Aliança Resíduo Zero Brasil foi influente em sua trajetória neste projeto. E, segundo Clauber Leite, o ponto positivo deste Projeto foi a capacitação, não apenas das famílias que receberam as composteiras, mas de toda a equipe envolvida.

O evento contou também com “Feira e Exposição com a temática Resíduo Zero de parceiros do Projeto, e premiação das melhores residências e voluntários.

O fechamento do evento se deu com a apresentação do vídeo que compilou e apresentou os resultados do projeto e com a apresentação de depoimentos dos participantes expondo suas experiências sobre o Projeto Residência Resíduo Zero.

Para conhecer mais sobre o Projeto acesse http://www.residenciaresiduozero.com.br/.

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Notícia relacionada:

Polo da ARZB em Goiania lança Projeto Resíduo Zero

Não geração de resíduos, reutilização e reciclagem no enfrentamento do aquecimento global

Por Caroline Oliveira e Victoria Risso*

Com o objetivo de discutir a influência dos resíduos sólidos no clima, aconteceu na ultima quarta-feira (7) o 2º Encontro do Ciclo de Diálogos Resíduo Zero

 

Resíduos sólidos, mitigação dos gases de efeito estufa (GEE) e geração de energia foi o tema do 2º Encontro do Ciclo de Diálogos Resíduo Zero, uma parceria entre Aliança Resíduo Zero Brasil e UMAPAZ, Departamento de Educação Ambiental da Secretaria do Verde e Meio Ambiente.  O evento aconteceu na última quinta-feira (07) e contou com a presença de Laura Ceneviva, do Comitê Municipal de Mudanças do Clima e Ecoeconomia de São Paulo, Dimitri Auad, do Conselho Estadual do Meio Ambiente e membro da ARZB, Clauber Leite, co-promotor da ARZB, e Bruna Costa, da Empresa Biogás Ambiental. A mesa ainda teve a moderação de Elisabeth Grimberg, coordenadora de Resíduos Sólidos do Instituto Pólis e também co-promotora da ARZB.

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Da esquerda para direita: Bruna Costa, Clauber Leite, Elisabeth Grimberg, Dimitri Auad e Laura Ceneviva

O que embasou o Ciclo de Debates foi a necessidade de se discutir o que se tem feito e qual é o destino dos resíduos sólidos na interface com o clima. Segundo Dimitri Auad, o balanço energético entre a produção e o produto final é favorável quando se utiliza matéria prima vinda de reciclagem. Isso porque explorar mais recursos naturais para produzir os produtos demanda mais processos industriais, os quais demandam energia na retirada dos recursos, no transporte e na transformação destes. Inclusive, assim como Laura Ceneviva bem pontuou, efeito estufa e aquecimento global são diferentes. Efeito estufa é um fenômeno esperado, o problema surge com o aumento dos gases de efeito estufa e desemboca no aquecimento global desenfreado.

Diante disso, a necessidade de uma política de bens duráveis também foi pauta do Ciclo de Debates. A questão é uma das frentes de atuação da Aliança Resíduo Zero Brasil, visto que a emissão GEE se relaciona com a produção e o manejo de resíduos sólidos. Atrelada a essa política de bens duráveis está a ideia do consumo responsável e sustentável. É essencial diminuir a produção de produtos a partir de novas matérias-primas e fomentar a produção de bens duráveis ou reciclados, uma vez que com isso diminui a demanda de processos industriais que se utilizam de energia, diminuindo também a emissão de GEE.

Dentro da esfera municipal, Laura Ceneviva fez um panorama sobre a cidade de São Paulo acerca da produção de resíduos sólidos. Segundo Laura, a perspectiva é que até o ano de 2034 apenas 20% dos resíduos gerados em São Paulo sejam destinados aos aterros sanitários, segundo o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, o que diminuiria significativamente a emissão de metano na cidade. Atualmente cerca de 11 mil toneladas por dia de resíduos sólidos da cidade são destinados aos aterros. E somente 2,5% de resíduos são utilizados em reciclagem.

Também foi falado sobre o Programa de Compostagem de feiras no Bairro da Lapa na cidade de São Paulo, que constitui uma alternativa de tratamento adequado e sustentável, além de educar a população e incentivá-la a realizar a compostagem em suas casas, através do Programa Composta São Paulo, ambos os programas são da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana – Amlurb.

Quando se fala em geração de energia relacionada a resíduos sólidos, devemos eliminar a ideia de incineração, mas investir na biodigestão e na capacidade que temos de diminuir a demanda energética através da utilização de matéria prima vinda da reciclagem. A reutilização, e a não geração de resíduos são as prioridades na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

*Caroline Oliveira compõe a equipe de Comunicação do Instituto Pólis; Victoria Risso é secretária executiva da Aliança Resíduo Zero Brasil

Confira a agenda dos próximos encontros do Ciclo de Diálogos Resíduo Zero:

3º Encontro – Resíduos sólidos e promoção social: o movimento de catadores na cidade de São Paulo

Dia: 4 de agosto de 2016, quinta-feira

Horário: das 14h as 17h

Inscrições: em breve

4º Encontro – Resíduos sólidos e educação

Dia: 1 de setembro de 2016, quinta-feira

Horário: das 9h às 12h

5º Encontro – Resíduo zero e as alternativas à incineração

Dia: 6 de outubro de 2016, quinta-feira

Horário: das 9h às 12h

Local: Sede da UMAPAZ

Av. Quarto Centenário, 1268. Acesso pelo portão 7A

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Ciclo de Diálogos Resíduo Zero: Participe do 1º Encontro na UMAPAZ

 

 

Fórum de Cooperativismo e Resíduos Sólidos em SJC teve divulgação do Resíduo Zero

​Na última sexta-feira (24) ocorreu a primeira edição do Fórum Metropolitano de Cooperativismo e Resíduos Sólidos. Realizado na Câmara Municipal de São José dos Campos pelo Comitê Municipal das Cooperativas de São José dos Campos, o evento teve como objetivo discutir propostas para ampliar a participação das cooperativas no mercado e obter contratos com órgãos governamentais.

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Representantes de cooperativas da região lotaram o auditório Mário Covas (Foto: Bruno Fraiha/CMSJC) – Fonte: Câmara Municipal de São José dos Campos

A organização do Fórum teve colaboração do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis. Entre os palestrantes convidados estava Nina Orlow, da Rede Nossa São Paulo e co-promotora da Aliança Resíduo Zero Brasil.

Durante o evento houve a oportunidade de divulgação do conceito e de todos os benefícios das estratégias Resíduo Zero e abordados temas como a valorização dos catadores, as responsabilidades do setor empresarial, o incentivo à criação e consumo de bens duráveis em contraponto à obsolescência programada e a responsabilidade estendida do produtor.

Paulo Roberto Palmeira, Presidente do Sindicato das Cooperativas de Produção do Estado de São Paulo, agradeceu a presença da representante da ARZB e disse que contará com a Aliança Resíduo Brasil para 

O presidente da FENAAC, Federação Nacional dos Agentes Comunitários do Brasil, e do Sindicomunitario, José Roberto Prebil, considerou de muita importância a palestra sobre Resíduo Zero, que mencionou a valorização dos profissionais catadores e a oportunidade de conhecimento sobre Resíduo Zero.Também ressaltou que as demais palestras foram de grande relevância para a organização do cooperativismo no Estado de São Paulo, como a de Aramis Moutinho Jr, representante da OCESP – Organização das cooperativas do Estado de São Paulo.

Francisco Biazini, do Transforma, apresentou dados sobre valores não computados do trabalho das cooperativas de catadores, que consistem benefícios indiretos, e o quanto de recursos ainda é desperdiçado na cidade.

A necessidade de alinhar o cooperativismo e as cooperativas de catadores às metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foi destacada por João Paulo Lemos, assistente Jurídico da FENAAC.

Na ocasião, também foi aprovada uma Frente Parlamentar pelo Cooperativismo Joseense na Câmara, com o objetivo de apoiar, incentivar e desenvolver o setor cooperativista joseense e que tem por finalidade “garantir um espaço democrático para um amplo debate sobre as ações a serem implantadas, a fim de desenvolver a atividade na cidade, disseminando essa forma moderna de associação”, disse o Vereador Rogério Cyborg quando apresentou o projeto de resolução em 2015.

Mais informações em:

http://www.camarasjc.sp.gov.br/noticias/4190/vereador+cria+frente+parlamentar+do+cooperativismo+joseense

http://www.camarasjc.sp.gov.br/noticias/5216/forum+metropolitano+debate+na+camara+alternativas+para+o+cooperativismo

5ª mostra Ecofalante tem filme sobre resíduos

Aliança Resíduo Zero Brasil participa de uma mesa de diálogo na 5ª mostra Ecofalante de Cinema Ambiental que tem como objetivo divulgar e trazer à reflexão diversos vídeos socioambientais.

Convite_Escola do Parlamento 14Jun_19h- CMSP Filme Trashed - Para onde vai o nosso lixo
Integrante da Aliança Resíduo Zero Brasil, Nina Orlow,  teve a oportunidade de divulgar a iniciativa ARZB ao participar da Mesa de Diálogo após a exibição do filme Trashed  – para onde vai o nosso lixo na Câmara Municipal de São Paulo a convite da Escola do Parlamento, no dia 14 de junho. Este encontro trata-se de uma iniciativa da 5ª mostra Ecofalante de Cinema Ambiental que tem como objetivo divulgar e trazer à reflexão diversos vídeos socioambientais.
No debate Fábio Pierdomenico, diretor executivo na Câmara, ressaltou a importância da coleta seletiva, e das cooperativas de catadores,  iniciada em grande escala em SP na sua gestão na AMLURB.
Nina Orlow destacou que o conceito e a estratégia “Resíduo Zero” colabora no cumprimento da Política Nacional de Resíduo Sólidos, PNRS, que estabeleceu a hierarquia no manejo dos resíduos, definindo em 1º lugar a prioridade da não geração de resíduos, também a importância da implantação da separação e destino correto dos resíduos recicláveis (com os catadores) compostáveis e o rejeito (que deve ser minimizado). Destacou ainda que é uma iniciativa que defende a economia circular, a não incineração, a produção de bens duráveis. Concluiu considerando a importância da criação de polos e núcleos em parcerias, como  GAIA – Global Alliance for Incineration Alternatives.
A Mostra ocorrerá até dia 29 de junho (quarta-feira), confira sua programação, participem e ajudem a divulgar: www.ecofalante.org.br/mostra/.

Começa a Semana dos Orgânicos 2016

Neste ano, 23 estados e o DF participam da campanha que traz a educação como referência para o tema “Produto Orgânico – Melhor para a Vida”.

por Marta Moraes, do MMA

A definição de alimento orgânico é simples. Simples como a própria produção orgânica que se baseia em princípios agroecológicos e no manejo sustentável dos sistemas de produção, não sendo permitido o uso de agrotóxicos, adubos químicos, pesticidas, transgênicos (para alimentos de origem vegetal), hormônios de crescimento, anabolizantes ou drogas, como antibióticos (para os de origem animal).Orgânico

Considerados mais saudáveis e saborosos, os alimentos orgânicos possuem ainda alto teor de antioxidantes, vitaminas, minerais, fibras e outros nutrientes que beneficiam o equilíbrio do organismo. O agricultor José Vitorino Barros, 54 anos, um dos oito produtores do assentamento Colônia I, localizado no Distrito Federal, e que  produz apenas alimentos orgânicos, resume: “A ideia é produzir qualidade de vida. O segredo é: quanto mais você olha, mais bonito fica”.

Com o objetivo de abrir um diálogo com o consumidor para mostrar como é a produção orgânica, os benefícios sociais, ambientais e para a saúde, além de ajudar a fortalecer o mercado interno, começou nesse sábado (28/05) a 12ª edição da Semana dos Alimentos Orgânicos.

A campanha deste ano traz o tema da educação como referência. Visa deixar claro que é pela educação, em todos os níveis e formas, que será reforçada a conscientização da importância de cada um, por meio de seus atos e escolhas, seja na produção como no consumo, na construção de um mundo melhor para todos, hoje e no futuro. O evento ocorrerá, simultaneamente, no Distrito Federal e em 23 estados, até 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.

PITADA ORGÂNICA

A campanha é realizada pelo Ministério da Agricultura, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), e os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Educação, da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Desenvolvimento Agrário, da Saúde, da Pesca e Aquicultura, e da Fazenda, além da Secretaria Geral da Presidência da República e de outras organizações governamentais e não governamentais.

Para divulgar os benefícios dos alimentos orgânicos, o MMA vai estrear nas suas mídias sociais, durante a campanha deste ano,  a série gastronômica Pitada Orgânica. Nos vídeos, quatro chefs de Brasília ensinam receitas especiais utilizando alimentos orgânicos e da biodiversidade brasileira. Mara Alcamim (Universal Diner), Renata Carvalho (Loca como tu Madre e Ancho Bistrô de Fogo), Paulo Bessa (Pizza à Bessa) e Leandro Nunes (Jambu) aceitaram o convite do MMA e irão compartilhar receitas deliciosas.

A SEMANA

Os organizadores esperam transformar, nesta 12ª edição da Semana, o tema:  “Produto Orgânico – melhor para a vida”,  em campanha permanente, reforçando o desenvolvimento de atividades e divulgação ao longo de todo o ano, assim como a integração com diversos eventos e outras campanhas correlacionadas com a temática da produção orgânica, da qualidade de vida, da sustentabilidade, da biodiversidade, entre outros.

Os objetivos da campanha são a promoção do produto orgânico e a conscientização dos consumidores sobre os princípios agroecológicos que regem a produção orgânica e a importância de fazerem a opção por esses produtos. Princípios esses que buscam viabilizar a produção de alimentos e outros produtos necessários ao homem de forma mais harmônica com a natureza, valorizando a biodiversidade, contribuindo para a saúde de todos e garantindo justiça social em todos os segmentos de sua rede de produção.

O evento terá feiras demonstrativas, palestras, rodas de conversas, dias de campos, visitas técnicas, cursos e trabalhos de conscientização em espaços de concentração do público consumidor. Programação completaaqui.

MARCO LEGAL

A produção e comercialização dos produtos orgânicos no Brasil foram aprovadas pela Lei 10.831, de 23 de dezembro de 2003. Mas sua aplicação começou em 2011, quando o uso do selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica passou a ser exigido nos produtos embalados à venda no comércio.

A produção orgânica tem crescido no país com o aumento da demanda. Consumidores conscientes dos benefícios à saúde e ao meio ambiente se multiplicam, assim como os produtores. Atento a essa demanda social, o governo criou a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO) e, em 2013, o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo).

Em fase de conclusão, o Programa Nacional de Redução do Uso de Agrotóxico (Pronara), parte do Planapo, foi aprovado em 2014 pela Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO). Trata-se de uma comissão paritária, composta por membros do governo e da sociedade civil. (MMA/Envolverde)

*Edição: Alethea Muniz
Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1221

*Fonte: Envolverde

DICA DA ALIANÇA RESÍDUO ZERO BRASIL

Vale lembrar que além de fazer bem à saúde, os produtos orgânicos podem ser aproveitados inteiramente, sem retirar a casca, não gerando resíduos.

Além disso, caso seja gerado algum resíduo, este pode ser manejado adequadamente através da compostagem. Esta irá gerar um composto orgânico rico em nutrientes para o cultivo, por exemplo, de um horta doméstica.

 

Frente Parlamentar pela Sustentabilidade debate a questão dos resíduos

Especialistas discutiram a questão dos resíduos em reunião da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade Foto: Luiz França / CMSP
Especialistas discutiram a questão dos resíduos em reunião da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade
Foto: Luiz França / CMSP

A Frente Parlamentar pela Sustentabilidade se reuniu nesta terça-feira (10/5) para discutir a questão dos resíduos, sejam eles sólidos ou orgânicos. Especialistas nos assuntos estiveram presentes para debater o assunto.

Para Carlos Henrique Oliveira, membro da Aliança Resíduo Zero Brasil, a diminuição dos resíduos gerados pode começar com cada pessoa. “Nós temos que escolher melhor os produtos que a gente compra para gerar menos resíduos. Um exemplo é a pasta de dente, que vem na embalagem de papelão, que é desnecessária. Se a gente começa a exigir produtos melhores, vamos reduzir os impactos gerados a partir dos grandes volumes de resíduos”, disse.

Proponente do debate, o vereador Ricardo Young (Rede) salientou que houve uma preocupação de discutir os tipos de resíduo e o papel do cidadão perante a ele. “Vimos que ainda estamos no jardim da infância em todo esse processo. Existem gargalos de todas as ordens: na educação para a sustentabilidade, problemas na logística da coleta seletiva e problemas com as usinas de processamento”.

Fonte: Câmara Municipal de São Paulo