ODS avançam para o atendimento do conceito Resíduo Zero

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No último dia 04 representantes da ARZB se reuniram com Maria do Carmo Rebouças e Inalda Beder do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que trabalham com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O objetivo do encontro era apresentar às representantes do PNUD o conceito Resíduo Zero para a adesão deste às agendas das suas ações. Não se pode falar de resíduos sem relacionar com os Objetivos pois isto impacta a saúde, mudança de cultura, na economia. A ideia é conhecer mais sobre o conceito, se apropriar disso, para implementá-lo nas conversas interinstitucionais, prefeituras e consórcios com os estados, e como levar para os âmbitos de participação social, como a sociedade se apropria deste tema na questão de reivindicação de direitos. E no o setor privado a meta seria ir além da responsabilidade socioambiental, para implantar uma mudança na cultura da empresa, e começar um diálogo como organismo internacional e colocar estas discussões em documentos e levar para dentro do Pacto Global, falar disso com o Estado no sentido de fiscalização e regulação.

Quando se pensa nos 17 ODS vemos uma gama muito grande de metas, e mesmo assim os resíduos estão envolvidos em muitas delas, pois é uma questão crucial pensar em como se retira a matéria prima, se transporta, se produz o que será consumido. A ARZB atua em várias frentes que vão ao encontro dos ODS.

PNUMA lança coalizão para inspirar ações de redução do desperdício global de alimentos

A iniciativa Campeões 12.3 envolve líderes de todos os setores para criar um movimento político, social e de negócios que ajude a cortar o desperdício pela metade até 2030.

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A iniciativa Campeões 12.3 busca inspirar ações ambiciosas visando a redução da perda e do desperdício de alimentos no mundo. Foto: Flickr/Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (cc)

Uma coalizão formada por 30 líderes internacionais lançou nesta quinta-feira (21) a iniciativa Campeões 12.3 durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, para inspirar ações ambiciosas visando a redução da perda e do desperdício de alimentos no mundo.

O nome do grupo é uma referência à meta 12.3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), que busca reduzir o problema pela metade até 2030. A coalizão será copresidida pelo diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner, e pelo diretor executivo do Grupo Tesco, Dave Lewis.

“Nós desperdiçamos cerca de um terço da comida produzida todos os anos. É por isso que eu dou as boas-vindas para essa abordagem proativa e colaborativa”, disse Steiner.

A Iniciativa ‘Pensar-Comer-Conservar’, do PNUMA em parceria com a Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) aumenta a conscientização e promove política e práticas para reduzir o desperdício de alimentos. O chefe do PNUMA lembrou, no entanto, que para essa meta ser alcançada é necessário criar uma importante base de informações sobre os padrões de produção e o consumo nos dias de hoje.

O diretor executivo ainda encorajou todos os Campeões a contribuírem com a medição do desperdício de comida em seus países e organizações de forma a contribuir para alcançar a meta dos dos ODS, “algo fundamental para a segurança alimentar e o combate à fome, bem como para a mudança climática”, completou Steiner.

Reduzir a perda e o desperdício de alimentos pode ser uma vitória tripla: pode fazer com que os produtores, as empresas e os consumidores economizem dinheiro; pode aliviar a fome ao redor do mundo e mitigar os impactos no clima e nos recursos naturais, como a água.

A Campeões 12.3 inclui presidentes de grandes empresas, ministros de Estados, executivos de pesquisas, instituições intergovernamentais, fundações, organizações de produtores e grupos da sociedade civil. Esses líderes trabalharão para criar um movimento político, social e de negócios para reduzir a perda e o desperdício de alimentos ao redor do mundo.

Fonte: Nações Unidas no Brasil 

 

Conferência do Clima em Paris promove marco universal

logo-cop21-hpApós 13 dias de negociações, documento da 21ª Conferência do Clima (COP21) das Nações Unidas é “legalmente vinculante” e propõe US$100 bi por ano para limitar temperatura a 1,5ºC

 

Durante a 21ª Conferência do Clima da ONU ministros de 195 países aprovaram o “Acordo de Paris”, primeiro marco universal da luta contra o aquecimento global. O documento define que as nações serão obrigadas a estruturar estratégias para limitar o aumento médio da temperatura da Terra a 1,5ºC até 2100, e deverão revisar seus compromissos a cada 5 anos.

Países desenvolvidos como Estados Unidos e União Europeia deverão prover US$100 bilhões por ano para ajudar nos projetos de adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas de países em desenvolvimento.

 

Leia a matéria publicada em O Estado de S. Paulo

ONU: Impacto ambiental dos plásticos é de pelo menos US$ 75 bi ao ano

Fonte: Instituto Carbono Brasil

lixo-plastico_siteApenas os prejuízos ao ecossistema marinho seriam US$ 13 bilhões anuais, um valor que provavelmente está subestimado, aponta um novo relatório das Nações Unidas

Quando se pensa na relação plásticos-meio ambiente, o primeiro problema que vem à mente é o descarte indevido, que resulta no entupimento de bueiros nas cidades e na poluição de rios, lagoas e oceanos. Mas os impactos do plástico na natureza começam bem antes, na extração de matérias-primas e no seu processo de produção.

É buscando destacar todos os impactos da cadeia dos plásticos que as Nações Unidas (ONU) divulgaram ontem (23) o relatório “Valuing Plastic”.

Segundo o documento, o custo financeiro dos prejuízos ambientais relacionados ao plástico ultrapassam os US$ 75 bilhões anuais, sendo que 30% desse valor vêm das emissões de gases do efeito estufa do setor e da poluição do ar causadas na fase de produção.

Mas, individualmente, é o ecossistema marinho que mais sofre com os plásticos. A poluição das águas, a morte de animais e o prejuízo para o turismo alcançam pelo menos os US$ 13 bilhões ao ano.

A estimativa é que existam bilhões de toneladas de plástico flutuando nos oceanos. Apenas a Grande Ilha de Lixo do Pacífico, nome dado a um aglomerado de plásticos comumente visto por embarcações no Pacífico Norte, possui um tamanho equivalente ao do território dos Estados Unidos.

Todo esse plástico acaba atrapalhando a navegação, sujando praias e matando animais, que ingerem o material por o confundirem com alimento.  Por exemplo, em março de 2013, uma baleia cachalote de dez metros de comprimento apareceu morta na costa sul da Espanha. Ela havia engolido 59 diferentes itens de plástico, totalizando 17 quilos.

“Plásticos possuem um papel crucial na vida moderna, mas os impactos ambientais de seu uso não podem ser ignorados”, afirmou Achim Steiner, Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Entre as companhias que utilizam plástico, as que causam mais impactos ao meio ambiente seriam as alimentícias, com 23% do total. Em seguida aparecem as de refrigerantes, com 12%.

Para piorar a imagem dessas empresas, apenas metade das 100 que foram consultadas pela ONU para a produção do relatório forneceram suas informações de forma completa.

“Alguns setores, como produtos eletrônicos e alimentos, levam mais a sério a transparência de informações. Já calçados e brinquedos, que também possuem uma grande intensidade de uso de plásticos, não foram tão abertas”, disse Andrew Russell, diretor do Plastic Disclosure Project. Assim, os valores citados no relatório estão provavelmente muito abaixo do que seria a realidade.

Recomendações

Apesar de ser um alerta, o relatório tenta mostrar para as empresas que lidar com o problema dos plásticos é também uma oportunidade. Por exemplo, de acordo com a ONU, a melhor gestão do plástico, com um maior cuidado com a origem da matéria-prima, eficiência na linha da produção e mais reciclagem, pode economizar às companhias pelo menos US$ 4 bilhões ao ano.

O relatório recomenda que as empresas:

– Acompanhem com mais cuidado a produção e a destinação de seus materiais plásticos e embalagens, com a produção de inventários e documentos de acesso público;

– Se comprometam a reduzir os impactos ambientais do plástico, com a adoção de metas práticas;

– Busquem a inovação de suas cadeias produtivas, para que o plástico seja produzido com menos energia e resíduos;

– Colaborem com governos no desenvolvimento de legislações que ajudem a reduzir o descarte indevido dos plásticos;

– Forneçam informações corretas para órgãos de controle, para que sejam conhecidos os impactos reais dos plásticos ao planeta;

– Invistam em novas tecnologias, como materiais biodegradáveis.

“O curso de ação fundamental é prevenir que os resíduos plásticos cheguem ao meio ambiente, o que pode ser conseguido se seguirmos o mantra: Reduzir, reutilizar e reciclar”, concluiu Steiner.