Mobilização Mundial pelo Clima

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No dia 29/11 (domingo) acontecerá a Mobilização Mundial pelo Clima. Um evento que mobilizou, até o momento, mais de 80 organizações!

A lista de atividades envolve a participação de:

  • Permacultores Urbanos
  • Escola Bike Anjo
  • Núcleo Raízes
  • Cidades Comestíveis
  • Instituto Sorriso Sustentável
  • Juventude Franciscana (JUFRA) das Chagas
  • MOVIECO

Junte a nós neste movimento! A ARZB terá um bloco na Mobilização, com faixas e cartazes.

 

Trajeto do MASP ao Ibirapuera (saída às 14h30): 

Trajeto da marcha em São Paulo

 

Venha mostrar aos governantes mundiais que nos importamos com o que será decidido na COP21, em Paris.

Confira as informações da práticas e do evento no site: <http://mobilizacaopeloclima.com.br>

São Paulo: Lançamento da Mobilização Mundial pelo Clima!

lançamento mobilização pelo clima

Venha para o lançamento da Mobilização Mundial pelo Clima em São Paulo e encontro de membros da Avaaz. Vai ser na próxima quarta-feira às 18h30 na Vila Madalena.

Daremos um panorama da mobilização aqui em São Paulo e vamos contar um pouco das nossas ideias para mobilizar milhares de pessoas na cidade, além de dar uma rápida atualização sobre o que está acontecendo nas negociações internacionais de clima. Depois desse apanhado geral, teremos a oportunidade de compartilhar idéias e conhecer uns aos outros um pouco mais. Confirme sua presença à direita para obter todos os detalhes.

Sala Crisantempo – Rua Fidalga, 521 – Vila Madalena, São Paulo – SP

A partir das 18:30

Participe com a Aliança Resíduo Zero Brasil na Mobilização Mundial pelo Clima

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Reunião da Mobilização Mundial pelo Clima em 23 de setembro na sala Crisantempo.

 

Já no clima da COP21 a Aliança Resíduo Zero Brasil está participando das reuniões preparatórias da Mobilização Mundial pelo Clima, que ocorrerá em São Paulo no dia 29 de novembro, véspera da COP21.

No ano passado foram mobilizadas em todo o mundo 700 mil pessoas na Marcha do Clima. Este ano teremos em São Paulo uma caminhada da Avenida Paulista para o Parque do Ibirapuera com oficinas culturais e educativas.

Vamos pressionar os líderes políticos do Brasil e do mundo a adotarem metas pela redução dos gases de efeito estufa.

Em todo mundo e também no Brasil estamos perdendo espécies de animais por causa do aquecimento global, ecossistemas estão sendo alterados e populações estão se tornando refugiados climáticos.

Vamos pressionar por um futuro melhor, diferente do apontado pelos cientistas para o atual aquecimento climático.

Estão engajadas nessa mobilização as entidades:

Avaaz

Bolsa de Valores Ambientais (BVRio)

Ceará pelo Clima

Cidade Ativa

Climáx Brasil

Coletivo Sistema Negro

Engajamundo

#EuVoto

Greenpeace Brasil

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC)

Imargem

Instituto Pólis

Minha Sampa

Observatório da Política Nacional de Resíduos Sólidos

 

Participe você também! Acesso https://www.facebook.com/mobclimasp?fref=ts

Compartilhe e venha para as reuniões da mobilização!

 

De Juliana Belko, para a ARZB.

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Integre sua entidade à Mobilização Mundial pelo Clima

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A ação política deve ser imediata! Nossos/as governantes continuam tímidos nas negociações e na apresentação de metas. O Brasil, sétimo maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, precisa dar exemplo e ser mais ousado em suas metas.

Como ação urgente e imediata desta luta, convocamos a todas e todos para se reunirem conosco no dia 29 de novembro de 2015, às 14 horas, na Avenida Paulista (vão livre do MASP), em São Paulo, na Mobilização Mundial pelo Clima.

No dia 29 de novembro, um dia antes de os/as líderes se reunirem em Paris, vamos realizar a maior mobilização da história contra as mudanças climáticas. Em São Paulo, faremos oficinas culturais e educativas na Avenida Paulista e uma passeata até o Parque Ibirapuera. Esta mobilização segue os passos do movimento global que mobilizou cerca de 700 mil pessoas pelo mundo na Marcha do Clima de setembro de 2014. Agora, vamos unir as pessoas em prol de metas de redução de gases de efeito estufa ambiciosas, que respeitem as diferenças entre países, mas que reflitam a vontade popular de proteger nossas cidades e todas as formas de vida que habitam este planeta.

Uma meta revolucionária é possível. Deve envolver a transformação das matrizes energéticas globais, com a descarbonização e priorização de fontes renováveis e limpas, o combate ao desmatamento global e o reflorestamento de áreas já desmatadas. As metas que os países apresentarão em Paris poderão mudar o mundo para melhor. Há anos, a sociedade civil luta por um novo modelo de desenvolvimento e vem mostrando, com experiências concretas, que ele é possível.

As mudanças climáticas são um tema de interesse universal. Ao falar de clima, pensamos em nossas lutas cotidianas, em uma sociedade menos pautada pelo consumismo, que promova formas de trabalho justas, matrizes energéticas renováveis, mobilidade e cidades sustentáveis, o cuidado com nossas águas, produção de alimentos e nossas florestas. Um acordo como este que será firmado em Paris, com impacto tão grande em nosso modo de vida, não pode passar despercebido pelos povos e nações.

Nós, organizações, coletivos e redes abaixo-assinados, nos comprometemos com a luta de combate às mudanças climáticas e um desenvolvimento justo e sustentável. Juntos, pedimos ao governo brasileiro e aos/às líderes mundiais que cheguem a um acordo e apresentem soluções para frear a mudança do clima.

Assinam:Organizações, coletivos e redes:

Avaaz

Ceará pelo Clima
Cidade Ativa
Climáx Brasil
Engajamundo
Greenpeace Brasil
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC)
Imargem
Instituto Pólis
Minha Sampa
Acesse https://pt.surveymonkey.com/r/TB87WWH e cadastre sua entidade para participar.

Brasil pode reduzir emissão de gases do efeito estufa, dizem especialistas

Diego Freire | Agência FAPESP – O debate sobre o Plano Decenal de Energia 2014, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e em fase de consulta pública, deveria ser um momento estratégico para o país reavaliar sua matriz energética.

“O Brasil deve investir aproximadamente US$500 milhões em infraestrutura energética na próxima década. A forma como o país escolher alocar esses recursos pode prendê-lo a uma infraestrutura de uso intensivo de carbono ou fazer com que avancemos para uma economia de baixo carbono”, alertou Viviane Romeiro, coordenadora de Clima do World Resources Institute (WRI) Brasil e membro do Núcleo de Pesquisa em Políticas e Regulação de Emissões de Carbono (NUPPREC) do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo (USP).

O caminho para uma economia de baixo carbono exige que o Brasil acelere a transição para fontes renováveis e amplie a eficiência energética, investindo prioritariamente em fontes renováveis modernas, como energia solar e eólica, e ampliando a meta de participação da energia renovável de 20% para 30% em 2030. A recomendação consta do relatório Oportunidades e desafios para aumentar sinergias entre as políticas climáticas e energéticas no Brasil, elaborado pelo WRI e pela USP, com propostas de medidas para políticas voltadas à redução de emissões de gases do efeito estufa pelo país, apresentado na segunda-feira (21/09), em São Paulo (SP).

De acordo com o estudo, a porcentagem de energias renováveis na matriz energética brasileira vem caindo. De 2009 a 2014, a participação diminuiu de 47% para 39,4% – ainda superior à média mundial, de 13%, mas com tendência de continuar a cair se o investimento majoritário for para os combustíveis fósseis, como é previsto.

O relatório do WRI alerta que o Plano Decenal de Energia do governo federal, referente ao período de 2014 a 2023, prevê a destinação de mais de 70% dos investimentos no setor para os combustíveis fósseis. Somente 22% dos recursos iriam para energias renováveis.

Para que o país caminhe para uma economia de baixo carbono é preciso mudar sua matriz de energia e ampliar o impacto de políticas relacionadas ao uso de energia nos principais setores de emissão: transporte, indústria e geração de energia elétrica. Atualmente, o Brasil é o sétimo maior emissor de gases do efeito estufa.

“Sabemos onde reduzir as emissões e onde estão os maiores impactos do setor energético: no consumo de combustíveis fósseis para geração de eletricidade, para os transportes, para as indústrias e, indiretamente, para o consumo induzido pelas edificações comerciais e residenciais ao utilizarem energia e gás”, disse Oswaldo Lucon, membro do IEE e um dos responsáveis pelo relatório.

Entre as medidas recomendadas estão o aumento da economia de combustíveis e o investimento na transição para transportes de baixo carbono, a oferta de incentivos para eficiência industrial, a conciliação das políticas energéticas e climáticas e o fortalecimento do processo de planejamento com as políticas nacionais e internacionais.

O estudo recomenda também que o país priorize fontes modernas de energias renováveis, especialmente as energias eólica e solar, ao mesmo tempo em que enfrenta os desafios apresentados pelos projetos hidrelétricos de larga escala.

José Goldemberg, presidente da FAPESP, destacou que as medidas apresentadas para o cenário de energia brasileiro contribuem para a definição de alternativas sustentáveis, permitindo que o país desse um salto de desenvolvimento. “Inovação e competitividade na indústria exigem ideias novas e há uma expectativa muito grande sobre o que o Brasil vai fazer a respeito. É preciso que cada país faça proposições na direção do progresso”, afirmou.

Ele destacou, na ocasião, o papel que a ciência pode exercer no processo gradativo de diminuição do impacto desses setores, especialmente nos processos industriais.

“Entre os motivos que levam a China, por exemplo, a buscar alternativas está a necessidade de modernização da indústria, e isso passa pela utilização de tecnologias que reduzam as emissões. Há uma compreensão de que isso é de interesse do próprio processo de produtividade e a FAPESP tem condições de apoiar projetos da indústria que necessitem e exijam desenvolvimentos de natureza científica ou tecnológica, modernizando suas atividades.”

A íntegra do relatório Oportunidades e desafios para aumentar sinergias entre as políticas climáticas e energéticas no Brasil pode ser acessada em www.wri.org/publication/bridging-gap-between-energy-and-climate-policies-brasil.

Reduzir consumo de carne vermelha é mais efetivo contra gases-estufa do que deixar de andar de carro, dizem especialistas

Você já pensou em deixar de comer carne? Ou pelo menos em diminuir a ingestão?

Consumidores conscientes são aqueles que se preocupam se seus alimentos tiveram uma produção limpa, causando o mínimo de impacto ao meio ambiente – é o caso de muitos dos nossos leitores. Você já colocou a mão na consciência e pensou a respeito do hambúrguer ou do bife que você come todo dia no almoço? Além da carne vermelha não fazer muito bem à saúde, há problemas ambientais importantes envolvidos; mas antes, vamos entender o ciclo de vida do produto.

consumo de carne e aquecimento global

Ciclo de vida

A metodologia que define o perfil ambiental de um produto ou processo é aAvaliação de Ciclo de Vida (ACV), que compreende quais danos ou benefícios os produtos trazem ao meio ambiente, desde a fabricação até o descarte.

Por meio dessa avaliação, é possível calcular a pegada de carbono – quantidade total de emissões de gases do efeito estufa em diversas áreas – dos alimentos, que é expressa em gramas ou toneladas de CO2eq (dióxido de carbono equivalente) por unidade funcional.

O impacto da carne bovina ao meio ambiente é muito maior do que o das carnes de frango e de porco, utilizando 28 vezes mais terra e 11 vezes mais água do que estas variedades. “Comer menos carne vermelha reduziria mais a pegada de carbono do que desistir de se locomover de carro”, diz o especialista Gidon Eshel, que liderou uma importante pesquisa da Universidade de Yale sobre o tema.

As grandes quantidades de grãos e água necessárias para a criação de gado são problemáticas, ainda mais com as preocupações de alimentar um extra de dois bilhões de pessoas que devem fazer parte da população mundial até 2050.

Controvérsias

Diminuir o consumo de carne, como sugere Eshel, a fim de ajudar o meio ambiente ou preservar os estoques de grãos tem sido um argumento altamente controverso.

A questão é: quão grave é o impacto da carne se comparada a outros produtos?

“O corte de subsídios para a produção de carne seria a forma menos controversa para reduzir o seu consumo”, diz Eshel.

A equipe da pesquisa analisou a quantidade de terra, água e fertilizantes nitrogenados necessária para expandir a produção de carne e comparou com a de aves, porcos, ovos e laticínios. Concluiu-se que a carne teve um impacto muito maior do que todos os outros, pois como ruminantes, os bovinos não fazem uso eficiente de seu alimento, desperdiçando energia. Entre 2% a 12% da energia bruta consumida pelo animal é desperdiçada na produção e eliminação do gás metano.

“Apenas uma fração dos alimentos consumidos pelo gado passa à corrente sanguínea, de forma que parte da energia é perdida”, disse Eshel.

A alimentação do gado com grãos em vez da grama agrava essa ineficiência, apesar de Eshel apontar que mesmo o gado alimentado com grama ainda apresenta maior pegada ambiental que outros produtos de origem animal.

Tim Benton, professor da Universidade de Leeds, no Reino Unido, adverte que este trabalho é baseado em dados nacionais dos EUA, captando um panorama muito mais completo do que estudos feitos em fazendas específicas. Ele acrescenta que a pecuária é a chave para a sustentabilidade da produção de alimentos global, pois “a maior medida que as pessoas poderiam fazer para reduzir as pegadas de carbono não seria abandonar seus carros, mas passar a comer significativamente menos carne”.

Segundo Mark Sutton, professor da Centro para a Ecologia e Hidrologia do Reino Unido, ”os governos devem considerar este estudo cuidadosamente caso queiram melhorar a eficiência global da produção e reduzir os impactos ambientais. Para os consumidores, a mensagem é: evitar o consumo de carne vermelha em excesso é bom para o meio ambiente.”

Fonte: Yale School of Forestry and Environmental Studies and partners

http://www.ecycle.com.br/component/content/article/62-alimentos/3614-reduzir-diminuir-pegada-carbono-carne-vermelha-bovina-gado-consumo-alimentos-producao-fabricacao-agricultura-limpa-impacto-ambiental-meio-ambiente-emissoes-avaliacao-ciclo-vida-descarte-gases-gas-efeito-estufa-aquecimento-global-terra-agua-danos-beneficio.html?utm_source=eCycle&utm_campaign=78a3c4e760-Newsletter_162_14_09_2015&utm_medium=email&utm_term=0_ca1df616f8-78a3c4e760-150612333http://www.ecycle.com.br/component/content/article/62-alimentos/3614-reduzir-diminuir-pegada-carbono-carne-vermelha-bovina-gado-consumo-alimentos-producao-fabricacao-agricultura-limpa-impacto-ambiental-meio-ambiente-emissoes-avaliacao-ciclo-vida-descarte-gases-gas-efeito-estufa-aquecimento-global-terra-agua-danos-beneficio.html?utm_source=eCycle&utm_campaign=78a3c4e760-Newsletter_162_14_09_2015&utm_medium=email&utm_term=0_ca1df616f8-78a3c4e760-150612333