Aliança Resíduo Zero quer coleta em três frações e faz campanha educativa

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‪#‎ResíduosSólidos‬ Educação ambiental e os desafios da implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos são assunto na coluna de Mara Gama, na Folha de S.Paulo.
Com colaboração de membros da Aliança Resíduo Zero Brasil.

Leia a matéria na íntegra no site da Folha de São Paulo clicando aqui.

Não geração de resíduos, reutilização e reciclagem no enfrentamento do aquecimento global

Por Caroline Oliveira e Victoria Risso*

Com o objetivo de discutir a influência dos resíduos sólidos no clima, aconteceu na ultima quarta-feira (7) o 2º Encontro do Ciclo de Diálogos Resíduo Zero

 

Resíduos sólidos, mitigação dos gases de efeito estufa (GEE) e geração de energia foi o tema do 2º Encontro do Ciclo de Diálogos Resíduo Zero, uma parceria entre Aliança Resíduo Zero Brasil e UMAPAZ, Departamento de Educação Ambiental da Secretaria do Verde e Meio Ambiente.  O evento aconteceu na última quinta-feira (07) e contou com a presença de Laura Ceneviva, do Comitê Municipal de Mudanças do Clima e Ecoeconomia de São Paulo, Dimitri Auad, do Conselho Estadual do Meio Ambiente e membro da ARZB, Clauber Leite, co-promotor da ARZB, e Bruna Costa, da Empresa Biogás Ambiental. A mesa ainda teve a moderação de Elisabeth Grimberg, coordenadora de Resíduos Sólidos do Instituto Pólis e também co-promotora da ARZB.

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Da esquerda para direita: Bruna Costa, Clauber Leite, Elisabeth Grimberg, Dimitri Auad e Laura Ceneviva

O que embasou o Ciclo de Debates foi a necessidade de se discutir o que se tem feito e qual é o destino dos resíduos sólidos na interface com o clima. Segundo Dimitri Auad, o balanço energético entre a produção e o produto final é favorável quando se utiliza matéria prima vinda de reciclagem. Isso porque explorar mais recursos naturais para produzir os produtos demanda mais processos industriais, os quais demandam energia na retirada dos recursos, no transporte e na transformação destes. Inclusive, assim como Laura Ceneviva bem pontuou, efeito estufa e aquecimento global são diferentes. Efeito estufa é um fenômeno esperado, o problema surge com o aumento dos gases de efeito estufa e desemboca no aquecimento global desenfreado.

Diante disso, a necessidade de uma política de bens duráveis também foi pauta do Ciclo de Debates. A questão é uma das frentes de atuação da Aliança Resíduo Zero Brasil, visto que a emissão GEE se relaciona com a produção e o manejo de resíduos sólidos. Atrelada a essa política de bens duráveis está a ideia do consumo responsável e sustentável. É essencial diminuir a produção de produtos a partir de novas matérias-primas e fomentar a produção de bens duráveis ou reciclados, uma vez que com isso diminui a demanda de processos industriais que se utilizam de energia, diminuindo também a emissão de GEE.

Dentro da esfera municipal, Laura Ceneviva fez um panorama sobre a cidade de São Paulo acerca da produção de resíduos sólidos. Segundo Laura, a perspectiva é que até o ano de 2034 apenas 20% dos resíduos gerados em São Paulo sejam destinados aos aterros sanitários, segundo o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, o que diminuiria significativamente a emissão de metano na cidade. Atualmente cerca de 11 mil toneladas por dia de resíduos sólidos da cidade são destinados aos aterros. E somente 2,5% de resíduos são utilizados em reciclagem.

Também foi falado sobre o Programa de Compostagem de feiras no Bairro da Lapa na cidade de São Paulo, que constitui uma alternativa de tratamento adequado e sustentável, além de educar a população e incentivá-la a realizar a compostagem em suas casas, através do Programa Composta São Paulo, ambos os programas são da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana – Amlurb.

Quando se fala em geração de energia relacionada a resíduos sólidos, devemos eliminar a ideia de incineração, mas investir na biodigestão e na capacidade que temos de diminuir a demanda energética através da utilização de matéria prima vinda da reciclagem. A reutilização, e a não geração de resíduos são as prioridades na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

*Caroline Oliveira compõe a equipe de Comunicação do Instituto Pólis; Victoria Risso é secretária executiva da Aliança Resíduo Zero Brasil

Confira a agenda dos próximos encontros do Ciclo de Diálogos Resíduo Zero:

3º Encontro – Resíduos sólidos e promoção social: o movimento de catadores na cidade de São Paulo

Dia: 4 de agosto de 2016, quinta-feira

Horário: das 14h as 17h

Inscrições: em breve

4º Encontro – Resíduos sólidos e educação

Dia: 1 de setembro de 2016, quinta-feira

Horário: das 9h às 12h

5º Encontro – Resíduo zero e as alternativas à incineração

Dia: 6 de outubro de 2016, quinta-feira

Horário: das 9h às 12h

Local: Sede da UMAPAZ

Av. Quarto Centenário, 1268. Acesso pelo portão 7A

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Você já ouviu falar do conceito de Resíduo Zero?

Ciclo de Diálogos Resíduo Zero: Participe do 1º Encontro na UMAPAZ

 

 

Ciclo de Diálogos Resíduo Zero: Participe do 1º Encontro na UMAPAZ

Dando continuidade à Campanha Resíduo Zero, criada pelas organizações da Aliança Resíduo Zero Brasil, acontece no dia 9 de junho, às 14h, o 1º encontro do Ciclo de Diálogos Resíduo Zero. O evento é voltado para parceiros da ARZB e público geral interessado pelo tema, e pretende incentivar a população a adotar práticas que reduzam a geração de resíduos.

O Ciclo de Diálogos será composto por cinco eventos que acontecerão até o mês de outubro. Neste 1º encontro serão transmitidos os materiais temáticos produzidos pela Aliança Resíduo Zero Brasil, debatidas boas práticas resíduo zero e comemorada a recente parceria da ARZB com a UMAPAZ, departamento de Educação Ambiental da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA).

A Campanha de Mobilização Pró Resíduo Zero foi lançada em maio durante uma formação do Programa Jovem Monitor Cultural, aberta somente para jovens participantes do PJMC. A campanha tem como intuito de conscientizar a sociedade civil sobre a temática de resíduos sólidos e repensar formas de destinação de resíduos e modelos de consumo. A ARZB tem participado de eventos organizados por instituições públicas e organizações governamentais, além de estimulado a criação de polos Resíduo Zero.

O encontro será realizado na sede da UMAPAZ, no Parque do Ibirapuera.

Para participar, clique aqui e preencha o formulário de inscrição.

 

Ciclo de Diálogos Resíduo Zero

Data: 9 de junho, quinta-feira

Horário: 14h às 17h

Local: Sede da UMAPAZ – Av. Quarto Centenário, 1268. Acesso pelo portão 7A

Saiba o que é Resíduo Zero

O que é Resíduo Zero e a Política Nacional de Resíduos Sólidos

Assista os outros vídeos da campanha e confira como foi o lançamento da campanha no PJMC

 

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Frente Parlamentar pela Sustentabilidade debate a questão dos resíduos

Especialistas discutiram a questão dos resíduos em reunião da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade Foto: Luiz França / CMSP
Especialistas discutiram a questão dos resíduos em reunião da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade
Foto: Luiz França / CMSP

A Frente Parlamentar pela Sustentabilidade se reuniu nesta terça-feira (10/5) para discutir a questão dos resíduos, sejam eles sólidos ou orgânicos. Especialistas nos assuntos estiveram presentes para debater o assunto.

Para Carlos Henrique Oliveira, membro da Aliança Resíduo Zero Brasil, a diminuição dos resíduos gerados pode começar com cada pessoa. “Nós temos que escolher melhor os produtos que a gente compra para gerar menos resíduos. Um exemplo é a pasta de dente, que vem na embalagem de papelão, que é desnecessária. Se a gente começa a exigir produtos melhores, vamos reduzir os impactos gerados a partir dos grandes volumes de resíduos”, disse.

Proponente do debate, o vereador Ricardo Young (Rede) salientou que houve uma preocupação de discutir os tipos de resíduo e o papel do cidadão perante a ele. “Vimos que ainda estamos no jardim da infância em todo esse processo. Existem gargalos de todas as ordens: na educação para a sustentabilidade, problemas na logística da coleta seletiva e problemas com as usinas de processamento”.

Fonte: Câmara Municipal de São Paulo

Você já ouviu falar no conceito de Resíduo Zero?

 

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Participe da campanha da Aliança Resíduo Zero Brasil, lançada durante a formação do Programa Jovem Monitor Cultural

Você sabe para onde vão e quais os impactos das embalagens dos produtos que você consome? Para responder essa e outras questões acaba de ser lançada a Campanha Resíduo Zero.  Elaborado pela Aliança Resíduo Zero Brasil (ARZB), o material tem como objetivo conscientizar a população sobre a temática dos resíduos sólidos para exercer pressão sobre o governo e o setor empresarial na devida implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O lançamento aconteceu dia 9 de maio, terça-feira, no Teatro Zanoni Ferrite e contou com a presença de cerca de 130 jovens participantes do Programa Jovem Monitor/a Cultura (PJMC)l. Representando a ARZB, estiveram presentes Elisabeth Grimberg, do Instituto Pólis; Clauber Leite, especialista em biodigestão; Nina Orlow, da Rede Nossa Sao Paulo e Aliança pela Água; David Amorim, da comunicação do Movimento Nacional dos Catadores; e Victoria Risso, estudante de gestão ambiental.

Os produtos da campanha são três vídeos temáticos: O que é Resíduo Zero e a Política Nacional de Resíduos Sólidos; Resíduos e Mudanças Climáticas; e Política Municipal de Resíduos Sólidos e seus atores. Os vídeos explicam que, para além de pensar em formas de destinação de resíduos, a sociedade deve evitar sua produção e repensar seus modelos de consumo.

O que é Resíduo Zero e a Política Nacional de Resíduos Sólidos

A campanha apresenta práticas resíduo zero, informa sobre o Política Nacional de Resíduos Sólidos e enfatiza a importância em agir coletivamente para pressionar órgãos responsáveis na implantação de políticas públicas para o manejo correto resíduos sólidos. Ela também informa sobre o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que determina questões como a implantação do sistema de coleta seletiva, do sistema de logística reversa e a valorização e remuneração dos catadores e outras questões nos municípios.

Política Municipal de Resíduos Sólidos e seus atores

Outro assunto abordado é a relação existente entre a geração de resíduos e as mudanças climáticas. O vídeo Resíduos e Mudanças Climáticas revela como diminuição da produção ou do consumo de resíduos sólidos se relaciona diretamente com a diminuição de gases que causam o efeito estufa.

Resíduos e as Mudanças Climáticas

Durante evento de lançamento representantes da ARZB apresentaram seu trabalho e debateram o conteúdo da campanha. Ninguém entre o grupo de jovens do PJMC havia entrado em contato com a definição de Resíduo Zero antes. Apesar disso, puderam listar quais das práticas cotidianas realizadas pela juventude se enquadram no conceito, como a redução de embalagens, o uso de coletor menstrual, o reaproveitamento de restos de frutas e legumes em hortas domésticas (adubo natural) e roupas adquiridas em brechós.

Quer se juntar à Aliança Resíduo Zero Brasil e entender mais?IMG_7990

Acesse www.residuozero.org.br

Compartilhe os vídeos em suas redes e seja você também Resíduo Zero!

 

 

 

 

 

Fonte: Instituto Pólis

A pegada do final do ano

Rio de Janeiro - A Comlurb, empresa responsável pela coleta de lixo no Rio, recolhe o lixo após a festa da virada do ano (Isabela Vieira/Agência Brasil)
Rio de Janeiro – A Comlurb, empresa responsável pela coleta de lixo no Rio, recolhe o lixo após a festa da virada do ano (Isabela Vieira/Agência Brasil)

Chegou um novo ano, mas com velhos costumes. Todos os anos depois da virada do ano vemos a notícia de praias e pontos turísticos das cidades com uma quantidade imensa de resíduos sólidos abandonados por seus donos, dando trabalho dobrado às companhias municipais de limpeza urbana após a festa de Réveillon.

Um exemplo disso foi a Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, de onde foram coletados 694,2 toneladas de lixo em todos os pontos onde ocorreu a festa de Réveillon 2016.

Desde as 6 horas desta sexta-feira (1º), 3.358 garis (1.165 deles só em Copacabana) e 344 profissionais de limpeza trabalhavam na limpeza da cidade. Apesar dos 1.455 contêineres instalados, houve muito trabalho para o recolhimento de garrafas, embalagens e outros itens. Para o apoio, foram disponibilizados ainda 247 veículos e equipamentos como caminhões, pás mecânicas, caminhões-pipa, varredeiras, sopradores, entre outros.

Fonte: Diário do Poder

A Aliança Resíduo Zero Brasil trabalha para a não geração de resíduos e chama a todos para que participem deste movimento. Sejamos responsáveis o ano todo pelos resíduos que geramos, dêem a destinação correta, evitem gerar o desnecessário.

Adotar o conceito Resíduo Zero significa:

  • minimizar os impactos no solo, na água, no ar e nos ecossistemas, em geral, que podem ser nocivos ou ameaçar a saúde planetária – animal e vegetal – e provocar irreversíveis alterações climáticas
  • projetar e gerenciar produtos e processos para reduzir o volume e a toxicidade dos resíduos e materiais
  • conservar e recuperar recursos naturais
  • não queimar ou enterrar resíduos
  • incentivar o consumo de produtos e serviços com o conceito Resíduo Zero.

COP 21 – Confira a participação do Instituto Pólis e da ARZB

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Não geração de resíduos, alternativas à incineração e agroecologia foram alguns dos temas levados à Conferência

A 21ª Conferência das Partes das Nações reuniu ministros de 195 países para discutir um acordo que limitasse as emissões de carbono nos próximos anos. O Instituto Pólis, representando também a Aliança Resíduo Zero Brasil, esteve presente para levar contribuir nas construções de estratégias e ações globais voltados para resíduo zero.

A coordenadora de Resíduos Sólidos do Pólis e articuladora da ARZB, Elisabeth Grimberg, que esteve presente, comenta que o evento foi importante porque a sociedade civil internacional pressionou os governos para que se comprometessem com soluções e metas que garantam a estabilidade do clima no planeta.

Os representantes dos governos aprovaram o “Acordo de Paris”, primeiro marco global da luta contra o aquecimento global. O documento define que as nações serão obrigadas a estruturar estratégias para limitar o aumento médio da temperatura da Terra a 1,5ºC até 2100 e deverão revisar seus compromissos a cada 5 anos.

Países desenvolvidos como Estados Unidos e União Europeia deverão prover US$100 bilhões por ano para ajudar nos projetos de adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas de países em desenvolvimento.

O desafio agora é garantir a implementação de políticas, planos e tecnologias que efetivem este acordo, e a sociedade civil internacional terá um papel chave neste processo.

Uma Aliança de organizações discute os desafios do manejo de resíduos sólidos

Durante a COP-21, do dia 30 de novembro a 4 de dezembro, a Aliança Global para Alternativas à Incineração – GAIA organizou o Encontro Global. O evento contou com a presença de 80 organizações-membro, representando 5 continentes e 33 países. Além de discutir perspectivas, desafios e estratégias de ação, o evento também comemorou os 15 anos de atuação da rede GAIA.

Nos primeiros três dias de encontro foram debatidos como impedir a implantação de incineradores de resíduos sólidos urbanos, assim como a queima destes pelas indústrias de cimento, que impacta na saúde humana, no meio ambiente e no clima. Outro tema que foi alvo das discussões foi como avançar em políticas públicas de resíduo zero – não geração de resíduos, reutilização, reciclagem, compostagem e biodigestão.

Foram propostas estratégias para resíduo zero nas cidades e sua articulação com campanhas contra a utilização de plásticos e embalagens descartáveis. Os participantes debateram como promover maior integração entre membros da GAIA em nível continental e global para o enriquecimento da luta contra os incineradores e pela construção de alternativas voltadas para resíduo zero.

No quarto dia, 3 de dezembro, a GAIA realizou a Conferência “Resíduo Zero: Uma Solução-chave para um Futuro de Baixo Carbono”, realizada na École Normale Supérieur, Paris. Grimberg participou do painel “Sociedade civil: uma parte-chave para uma efetiva mudança de paradigma” apresentando um panorama da atuação da Aliança Resíduo Zero Brasil no seu primeiro ano de existência.

No dia 4 de dezembro, a GAIA promoveu a Conferência “Compostagem e Saúde do Solo, Resíduo Zero e Agroecologia: soluções para mudança climática” que tratou da intersecção do resíduo zero e agroecologia por ser uma área fértil para soluções de bases comunitárias para mudança climática, ambos para adaptação e mitigação, especialmente quando se fala em resíduos orgânicos. Outro tema tratado neste dia foi a questão da compostagem e captura de carbono pelo solo.

Durante o evento, foi elaborada a Declaração de GAIA em Paris sobre Resíduo Zero pela Justiça Climática, na qual a Aliança declara que as soluções reais através de ações para as mudanças climáticas está nas mãos da sociedade civil. Após 23 anos de negociações os governos não chegam a atingir ações significativas nas questões climáticas, afirma o documento. Ainda, a declaração faz menção à reconstrução do incinerador de Paris, o Ivry, e a GAIA se solidariza com aqueles que sofrem as consequências ambientais e na saúde humana, afirmando ser uma fonte de energia suja e um caminho de retrocesso.

Fonte: Instituto Pólis

Pólis debate a Política Nacional de Resíduos Sólidos em seminário da Defensoria Pública de São Paulo

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O Instituto Pólis participou como expositor no painel que tratou da Política Nacional de Resíduos Sólidos durante o I Seminário de Direito Ambiental da Defensoria Pública de São Paulo, realizado no dia 17 de novembro, uma iniciativa da EDEPE – Escola da Defensoria Pública do Estado.

Elisabeth Grimberg, representante da Aliança Resíduo Zero Brasil e do Instituto Pólis abordou a diferença entre os conceitos de resíduos sólidos e de lixo. Para tratar da Política, optou-se por não utilizar o termo lixo, pois remete a algo do qual se quer distância, por ser visto como ruim. Usa-se o termo resíduos sólidos para tudo que pode é descartado, mas pode ser reaproveitado – reciclado, compostado ou biodigerido. E utiliza-se o conceito de rejeitos, para aquilo que não pode ser reciclado ou reaproveitado e deve ser disposto em aterro sanitário.

A representante do Pólis destacou que cabe ao poder público municipal, pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecer normas e procedimentos gerais para a coleta seletiva em três tipos – orgânicos, recicláveis e rejeitos – e seu tratamento e destinação. Além disso, é de sua responsabilidade coletar e tratar os resíduos orgânicos domiciliares e de poda.

Porém a lei também estabelece o compartilhamento de responsabilidades cabendo ao  setor produtivo o custeio dos investimentos em infraestrutura, manutenção dos equipamentos e remuneração dos serviços de coleta e de triagem. Ou seja, a implantação do sistema de logística reversa dos recicláveis – vidros, plásticos, metais, papel/papelão – deve ser assumida pelos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes. Grimberg destacou que a forma concreta das empresas praticarem o discurso da responsabilidade empresarial, tão caro a elas, é remunerando o trabalho realizado pelas associações e cooperativas de catadores, bem como assumindo os custos de toda a cadeia da recuperação dos recicláveis.

A Política Nacional cria oportunidades para o poder público municipal modificar o padrão de gestão e destinação de resíduos orgânicos, garantindo seu tratamento sob forma de tecnologias disponíveis que podem ter seu uso compartilhado entre um conjunto de municípios, tanto no caso de biodigestão, quanto de compostagem. Segundo Grimberg, os benefícios são significativos do ponto de vista ambiental pela não emissão de gases de efeito estufa, pela geração de energia por sistema de biodigestão e produção de composto orgânico que volta para a natureza, como nutrientes naturais, além de umidificar e regenerar solos degradados.

Roberto Laureano participou deste painel e pautou a relevância da participação dos catadores enquanto categoria de trabalho e movimento organizado na garantia da reciclagem no Brasil. Apontou a grande contribuição do Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis – MNCR na construção da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Enunciou os desafios para que o país mude de patamar em relação à valorização dos catadores na cadeia da reciclagem, sem a qual não se pode avançar de maneira digna e ética e assim alcançar índices maiores de reaproveitamento dos recicláveis.

Fonte: Instituto Pólis

Guarulhos dá seus primeiros passos para participar da Aliança Resíduo Zero Brasil

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No dia 13 de outubro copromotores da Aliança Resíduo Zero Brasil realizaram uma reunião na Prefeitura de Guarulhos para a criação de um polo resíduo zero no município.

Participaram da reunião representantes de diversos departamentos da Secretaria de Serviços Públicos, sendo a abertura da reunião realizada pelo Diretor do Departamento de Limpeza Urbana, Jonathas Durães Junior, que declarou seu interesse em construir um processo exemplar com vistas à implementação de práticas voltadas para o Resíduo Zero.

Os representantes da Aliança explicaram como funcionam os polos Fórum da Cidadania de Santos e Sociedade Resíduo Zero e como a Prefeitura de Guarulhos pode contribuir como polo.

Por sua vez os representantes da Prefeitura apresentaram as boas práticas em Resíduo Zero como o projeto de compostagem em restaurantes populares mantidos pela prefeitura e a coleta seletiva do município que integra cooperativas de catadores. A prefeitura também possui um Programa de Educação Ambiental e um Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos bastante avançada.