simposiocampograndeA forma como se destina os resíduos sólidos nas cidades impacta positiva ou negativamente os solos.

Os resíduos sólidos coletados de forma convencional, ou seja, misturando resíduos orgânicos, recicláveis, rejeitos, e destinados para aterros sanitários ou controlados provocam, em graus diferentes, contaminação do solo. O material orgânico que sofre a ação dos decompositores – como é o caso das sobras de alimentos – ao ser decompostos, forma o chorume e mistura-se com outros líquidos tóxicos provenientes das embalagens. Esse caldo ácido se infiltra no solo. Mesmo em aterros sanitários, que têm engenharia ambiental para coletar e tratar esse líquido, poderá ocorrer vazamentos e atingir as águas do subsolo (os lençóis freáticos) e, por consequência contaminar as águas de poços e nascentes. Além da própria contaminação do solo.

Outro impacto negativo da destinação de resíduos urbanos para aterros é a ocupação de áreas potencialmente agricultáveis, quando instalados em áreas rurais, ou de áreas passíveis de serem habitadas, quando instalados mais próximos das cidades.

Já o impacto positivo da coleta e tratamento diferenciados de cada resíduo ocorre ao garantir-se o retorno, por exemplo, da matéria orgânica para o ciclo de vida natural, pois ao converter-se em composto de qualidade ou adubo poderá ser utilizado em áreas agricultáveis, de conservação da natureza, parques, jardins etc, além de outros benefícios. No caso dos resíduos secos – vidros, plásticos, papel/papelão, plásticos, quando coletados seletivamente, alimentam à cadeia produtiva da reciclagem, e não ocupam espaço nos aterros, nem tampouco contaminam os solos.